2019: 33 feminicídios e 16.954 mulheres correndo perigo de vida

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Passado um ano desde que priorizamos a cobertura sobre os casos de feminicídio cometidos no Distrito Federal, chegamos a algumas conclusões que somente a abordagem sistemática do tema nos fez enxergar. As informações são da Metrópoles.  

– Entre janeiro e 31 de dezembro de 2019, 33 mulheres foram assassinadas no DF, vítimas de feminicídio. Trata-se do maior número de casos desde que a lei que tipifica os crimes cometidos contra mulheres pelo fato de serem mulheres foi criada, em 2015.

– Três foram mortas em Santa Maria; três, na Asa Norte; outras três, em Sobradinho; e três, em Taguatinga. Ou seja, os crimes de feminicídio não estão restritos a uma região ou classe social, atingem uniformemente moradoras dos quatro cantos da capital federal.

– A vítima mais idosa (Diva Maria) tinha 69 anos. A mais nova (Joyce Oliveira), 21. Também não há faixa etária preferencial. Em qualquer idade, as mulheres são alvo.

– Uma característica comum a pelo menos 28 das 33 vítimas do DF é que guardavam alguma relação amorosa ou familiar com seus agressores.

Confira o perfil de todas as mulheres vítimas de feminicídio em 2019.

– Das 33 mulheres que morreram neste ano na capital federal, 24 foram assassinadas pelo marido, namorado ou ex-companheiro.

– Brasília entrou para a história ao se tornar cena do primeiro crime considerado como “de ódio à mulher”. Trata-se dos assassinatos de Letícia Curado e Genir Pereira. Ambas estavam em direção ao trabalho quando acabaram interceptadas por Marinésio Santos. Ele não conhecia as vítimas e matou as duas pelo desprezo à condição feminina.