Agência que poderia acelerar transição de gestão nos EUA se recusa a iniciar processo, diz jornal

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Além de Donald Trump não reconhecer a candidatura de Joe Biden como vencedora, uma funcionária do governo não deu seguimento ao protocolo que garante o começo da transição de equipes, de acordo com uma reportagem do “Washington Post” desta segunda-feira (9). As informações são do G1.

Projeções de institutos e meios de comunicação indicam que Biden conseguiu vencer em vários Estados que lhe garantiram mais de 270 votos no Colégio eleitoral. A projeção não é oficial, mas historicamente aceita pela sociedade americana em eleições presidenciais.

Posse em janeiro

Donald Trump tem recursos legais e legítimos que ainda pode usar para contestar o resultado da votação.

Mas — a menos que haja uma reviravolta dramática nos tribunais daqui em diante e Trump possa provar na Justiça a existência de irregularidades na eleição que alega, embora não apresente provas — 20 de janeiro é a data em que o novo presidente é empossado. Nesse dia, Trump deve deixar a presidência.

Geralmente, após a projeção dos resultados, uma agência chamada Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês) decreta que há um vencedor aparente.

Em seguida, começam os arranjos práticos para que a equipe de transição possa trabalhar: o FBI faz uma pesquisa sobre as pessoas e dá sua autorização, senhas de sistemas de computadores são liberadas e salários são acertados, por exemplo.

Assim, mesmo sem um resultado oficial, é possível fazer uma transferência de equipes. No entanto, a chefe da GSA, Emily Murphy, não assinou a carta que permite o início desses processos. Uma porta-voz da GSA afirmou que não houve ainda uma vitória verificada e que a agência seguirá os requisitos da lei.

A posse do vencedor das eleições deste ano está agendada para o dia 20 de janeiro. A demora pode ter implicações práticas.