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Amazonas apresenta redução de casos de dengue, chikugunya e zika, diz FVS

Os dados são do Boletim Epidemiológico de Monitoramento de Doenças Transmitidas por Aedes aegypti, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).
Redação
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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), órgão da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), registrou redução dos casos de dengue, febre chikugunya e vírus zika nos primeiros dois meses de 2018. Segundo o Boletim Epidemiológico de Monitoramento, divulgado nesta terça-feira (6), foram notificados 962 casos de dengue, entre janeiro e fevereiro, contra 2.796 casos no mesmo período de 2017, uma redução de 65%.

Para a febre chikugunya, a redução foi de 91% dos casos, sendo notificados 20 casos, em 2018, contra 240 casos em 2017. Em se tratando de zika vírus, a redução foi de 67%, referente a 38 casos notificados em 2018 contra 117 casos em 2017.

O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, ressaltou a importância do trabalho de prevenção que vem sendo realizado pela FVS no sentido de impedir o ciclo de reprodução do mosquito. Segundo ele, o ideal é que a redução se mantenha até o fim do ano. “Houve reforço no trabalho de vigilância epidemiológica. A participação da sociedade também tem sido fundamental na eliminação dos focos do Ades aegypti, mas temos que manter os cuidados sempre, não deixando água parada onde o mosquito possa se reproduzir”.

Vigilância permanente

Para o diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, a redução de casos não significa que as pessoas devam diminuir os cuidados. “Os dados são importantes indicadores, mas a vigilância é permanente, pois estamos vivenciando a sazonalidade da transmissão das doenças. Cerca de 80% dos casos devem acontecer até maio, durante o período chuvoso da região”, explica.

Bernardino salienta que a única forma efetiva de prevenção é não acumular água parada. “Não existe vacina para dengue, chikugunya e zika, como no caso da febre amarela, que também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti. A principal medida é não deixar que o mosquito nasça e, para isso, a população deve continuar no combate semanal de verificação de depósitos de água tanto no ambiente doméstico quanto no trabalho”, informou.

Febre Amarela

O Amazonas segue sem registro de febre amarela em 2018. Em 2017, foram dois casos confirmados, dois em Autazes e um no Careiro.

Com informações da assessoria

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