Amazonino faz transmissão de cargo na saúde e chama atenção para os problemas do setor

Amazonino lembrou que no último ano do seu mandato como governador, em 2002, o orçamento para a saúde era de R$ 367 milhões e vários investimentos foram realizados- foto: Clóvis Miranda/Secom

“Há muitas formas de matar alguém e uma das mais eficazes e crueis é com a falta de gestão na saúde pública. Muita gente morre em decorrência do nosso serviço ou da ausência dele”. Foi com esse apelo aos servidores do setor, para que o ajudem na reconstrução da saúde, que o governador do Amazonas, Amazonino Mendes, conduziu ao cargo de secretário de Estado da Saúde o médico Francisco Deodato, em cerimônia realizada nesta quinta-feira (5) no auditório da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Aleixo.

Amazonino lembrou que no último ano do seu mandato como governador, em 2002, o orçamento para a saúde era de R$ 367 milhões e vários investimentos foram realizados.

O secretário Francisco Deodato destacou que é preciso tirar a saúde das páginas policiais e dos grandes escândalos. Ele revelou que recebe o setor com um déficit de R$ 400 milhões, para fechar o ano de 2017. “Vamos criar as condições necessárias para enfrentar esse cenário, de forma a honrar os compromissos já postos e receber os que virão. Isso tudo sendo feito de forma correta juridicamente, digna e respeitosa”, afirmou.

Deodato disse que é preciso haver uma consciência plena da gravidade da situação, pelos servidores, pela população e autoridades, para que se possa reconstruir o sistema de saúde pública do Amazonas. “Na campanha ouvimos as reclamações da população. Mas ontem comecei uma peregrinação às principais unidades de saúde, para conversar com os servidores e com os pacientes, fazer um diagnóstico da situação e organizar um planejamento de urgência para enfrentar os problemas”, frisou.

O secretário relatou que esteve no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona centro-sul de Manaus, onde presenciou casos graves: pessoas internadas acomodadas em cadeiras, por falta de leito; ambientes com capacidade para 30 pessoas abrigando 60 pacientes; enfermarias sem ar-condicionado e sem janelas; gente que estava até à noite sem se alimentar.

No Pronto-Socorro da Criança (PSC) da Zona Sul constatou o uso de um espaço improvisado como Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Bem ao lado do espaço improvisado se arrasta, há três anos, uma obra para a construção da nova UTI do hospital, projeto que foi previsto para ser concluído em 60 dias.

Em seu discurso, Deodato reafirmou o compromisso dele e do governador com o setor. “Teremos um governador que já deu provas do seu comprometimento”, disse ele, enumerando obras realizadas no último governo de Amazonino (de 1999 a 2002), do qual foi também secretário de saúde – a construção dos Centros de Atenção Integral à Melhor Idade (CAIMIs), dos Centros de Atenção às Crianças (CAICs), das primeiras Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Estado e dos hospitais Adriano Jorge e Francisca Mendes, dentre outras. Deodato também foi secretário municipal de saúde, de 2009 a 2012, quando Mendes foi prefeito de Manaus, e tem 30 anos de atividade profissional como médico.

Com informações da assessoria