Economia

Após saída da Canon de Manaus, deputado pede medidas para não perder outras empresas

foto: reprodução/Google Street View

O deputado Dermilson Chagas (Podemos) disse, nesta sexta-feira (4), que é lamentável o fechamento da Canon após quase dez anos de atividade no Polo Industrial de Manaus (PIM). A empresa se instalou no Amazonas em 2012 e anunciou sua saída na última quarta-feira (2). A Canon informou que a pandemia do novo coronavírus dificulta a visualização de uma estratégia a longo prazo.

“Nós temos de lamentar muito o fechamento de mais uma indústria no Polo Industrial de Manaus”, disse Dermilson Chagas, referindo-se à Sony, que fechou a sua fábrica de Manaus em setembro do ano passado, e à LG Electronics, que, em abril deste ano, encerrou sua planta de produção de celulares.
Dermilson Chagas apontou que o Amazonas perde de várias maneiras com a saída da empresa japonesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), principalmente com a atração de investimentos, e que perde também Processos Produtivos Básicos (PPBs) e postos de trabalho e outros recursos.

“Muitos postos de trabalho se perdem com o fechamento dessas empresas, mas não é somente isso que perdemos. Além de perda de empregos diretos e indiretos, teremos queda na produção, queda no PIB do Amazonas, perda de arrecadação e tudo isso traz um desestímulo para os investidores”, frisou Dermilson Chagas.

Ele destacou que, neste momento de pandemia do novo coronavírus, ficar desempregado é uma lástima, porque não são somente os empregos diretos que o Amazonas perde. “No que se refere a empregos, é importante ressaltar que, para cada emprego direto, três indiretos são gerados. Com a saída da Canon, vários pais de família ficam desempregados. Nós temos também os PPBs, que são acessórios que cada empresa se compromete a cumprir quando se instala em Manaus, se comprometendo a adquirir de outras empresas no mercado nacional”.

Estado tem obrigação de evitar fuga de investimentos

O deputado Dermilson Chagas sugeriu que o Governo do Amazonas reúna suas equipes técnicas das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM) para realizar encontros com as empresas com o intuito de evitar a saída em massa delas do PIM.

“Seria interessante o governador chamar essas empresas e entender as dificuldades pelas quais elas estão passando neste momento e saber de que forma o Governo do Amazonas pode contribuir para evitar que elas fechem. Então, fica a dica para o governador conversar com as indústrias e ver o que o Estado pode fazer para evitar todos os problemas que virão com a saída dessas empresas do nosso Polo Industrial”.

Com informações da assessoria