Após ser ‘cancelado’ por amazonenses, Luciano Huck se retrata sobre Zona Franca de Manaus

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Após ser amplamente criticado no Amazonas por declarações dadas sobre a Zona Franca de Manaus, Luciano Huck, se retratou sobre a polêmica. Huck havia dito numa entrevista na noite de segunda-feira (3) para o dono do banco BTG Pactual, André Esteves, que o Polo Industrial de Manaus “deveria investir na produção de cosméticos, perfumes tecidos e outros produtos com matéria prima vinda diretamente da floresta amazônica”, em vez de “produzir tanques de motos”.

No entanto, políticos amazonenses se levantaram em massa para criticar a fala de Huck, que é um dos postulantes a disputa pela presidência do Brasil em 2022. Entre vereados e deputados do Amazonas a declaração não teve apoio. O apresentador divulgou um vídeo nesta terça-feira (4), explicando que a declaração foi dada com objetivo exclusivo de somar com a produção que já é feita na indústria amazonense.

O apresentador explicou que sua declaração tinha o objetivo de agregar a biotecnologia ao PIM. “A Zona Franca está pactuada até 2050 então como é que você potencializa, como é que você cria uma narrativa 4.0 para a Zona Franca de Manaus? O mundo inteiro hoje quer consumir o alimento da floresta, cosmético, tecido. Como é que você agrega isso na cadeia de produção da Zona Franca de Manaus? Como é que você traz para essa região do país parte desses US$ 55 trilhões que estão na mesa que antes estavam focados no investimento em petroquímica, em gás, em petróleo dos grandes fundos mundiais e agora eles estão mirando nessa biotecnologia, nessa bioindústria? Então a minha reflexão de ontem foi sobre isso, como é que a gente pode dialogar, debater”, ressaltou.

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