Bolsonaro vai ‘tomar pau’ se der ou não der novo auxílio emergencial, diz Mourão

Foto: Arquivo/Extra

O vice-presidente Hamilton Mourão comentou, nesta sexta-feira (dia 12), a possibilidade de retomada do auxílio emergencial por conta da pandemia da Covid-19 e disse que o presidente Jair Bolsonaro “vai tomar pau” se conceder ou não o benefício. Com informações do Jornal Extra.

Mourão também disse que o governo “não pode ser escravo do mercado”, ao ser questionado sobre o sinal negativo que representaria um eventual novo orçamento de guerra ou mais um déficit recorde.

Ele argumentou que há cerca de 40 milhões de brasileiros em “uma situação difícil” e que a pandemia ainda vai continuar até que a vacinação seja mais consistente.

Na quinta-feira, Bolsonaro declarou que que o auxílio emergencial pode ser pago novamente a partir do mês de março, por “três ou quatro” meses, sem valor definido até o momento. O presidente afirmou, por outro lado, que benefício não pode ser eterno, citando a aposentadoria e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). E reclamou da reação do mercado:

“Pessoal do mercado, qualquer coisa que se fala vocês ficam irritadinhos na ponta da linha, né? Sobe dólar, cai a Bolsa. Pessoal, se o Brasil não tiver um rumo, todo mundo vai perder, vocês também. Então, vamos deixar de ser irritadinhos porque não vai levar a lugar nenhum”, declarou, em transmissão em suas redes sociais.

Questionado se mais um orçamento de guerra e mais um déficit recorde seriam um bom sinal para o mercado, Mourão declarou:

“Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado, né? Então, tem que entender o seguinte: nós temos aí, vamos botar aí uns 40 milhões de brasileiros que estão em uma situação difícil. A gente ainda continua com a pandemia, a gente acredita que mais uns três, quatro meses a gente tenha uma produção de vacina capaz de começar um processo de imunização consistente.

E concluiu com um comentário sobre a “situação difícil” de Bolsonaro:

“Então, o presidente é obrigado a decidir para alguma forma de auxiliar essa gente. Vamos lembrar, se ele disser que não vai auxiliar, ele vai tomar pau, se ele diz que vai auxiliar, ele vai tomar pau também. Então, é uma situação difícil e julgo que ele vai buscar a melhor solução”, conluiu.