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Campanha chama atenção para os casos de câncer de cabeça e pescoço decorrentes de infecções por HPV

A cirurgia de cabeça e pescoço é considerada um dos principais métodos de tratamento contra o câncer nessa região do corpo humano- foto: Assessoria
Redação
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O número de casos de câncer de cabeça e pescoço surgidos em decorrência de infecções causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV) vem aumentando em todo o mundo. O alerta é do cirurgião de cabeça e pescoço, Jefferson Moreira de Medeiros, que chama a atenção para a importância da vacinação contra HPV, hoje disponível nas redes públicas e privadas, e considerada extremamente eficaz no combate ao vírus. Medeiros coordena, no estado, a campanha “Julho Verde”, que prevê, durante todo o mês, ações de conscientização com relação à prevenção ao câncer de cabeça e pescoço.

Segundo o médico, o diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço tem sido cada vez mais frequente em indivíduos jovens, com idade inferior a 45 anos, com tumores originados pelo HPV. E a localização mais comum é a cavidade oral e orofaringe. Além de infecções causadas pelo HPV, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool também podem influenciar no surgimento da doença.

De acordo com Jeferson Medeiros, as pesquisas no Brasil apontam que cerca de 7% da população podem ter infecção pelo HPVna boca, sem que o problema tenha sido ainda diagnosticado. “Isso representa cerca de 14 milhões de indivíduos que possuem risco de desenvolver a doença, no país”, afirma.

A boa notícia, diz o especialista, é que a vacinação contra o vírus é extremamente eficaz, em 90% dos casos, e hoje está disponível na rede pública (em campanhas específicas) e nas clínicas privadas. A vacina é indicada para meninos e meninas, a partir de nove anos de idade.

A médica e diretora da clínica Vacinar, Amanda Alecrim, chama atenção para importância da imunização, como forma de prevenção aos vários tipos de cânceres. “A vacina para prevenir contra o HPV é segura e eficaz”, destacou.

Amanda Alecrim ressalta que a vacina contra o HPV deve ser aplicada, preferencialmente, antes do início da vida sexual, pois, como ainda não houve contato com o vírus, as chances de proteção são maiores. “Isso não significa, entretanto, que a imunização não deva ser feita após o início da vida sexual”, completa. Hoje, diz ela, a vacina está disponível na rede privada, nas apresentações bivalente e quadrivalente.

Além do câncer de cabeça e pescoço, o HPV também é um fator de risco para o desenvolvimento de outros tipos da doença. Dentre eles, o câncer de colo de útero, pênis e ânus. O HPV é transmitido através da relação sexual, seja vaginal, anal ou oral. Mas também pode ser passado apenas por meio do contato da boca com essas áreas do corpo.

A infecção pelo HPV, conforme detalha Jefferson Medeiros, faz com que as células desenvolvam duas proteínas conhecidas como E6 e E7, que têm capacidade de desligar alguns genes que ajudam a manter o crescimento celular em controle. Com o descontrole celular pode haver o surgimento do câncer.

Sobre o câncer de cabeça e pescoço – O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço. Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente. De acordo com Jeferson Medeiros, é importante a população ficar atenta e procurar um especialista se notar alterações, como por exemplo, rouquidão por mais de 21 dias, nódulos que surgem no pescoço e feridas na boca que não cicatrizam que não melhoram por mais de três semanas.

Com informações da assessoria

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