O vice governador eleito, Carlos Almeida, participou na manhã desta segunda-feira (17) do evento internacional “Bioeconomia e Inovação Verde na América Latina e Caribe: Padrões, Oportunidades e Políticas” realizado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na sede da Fundação em Manaus.

No mesmo dia em que será diplomado como vice governador pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Carlos falou sobre as projeções para a área ambiental do Estado para os próximos anos visando aliar desenvolvimento e preservação do meio ambiente. “Um dos maiores desafios do governo Wilson Lima é fazer o fomento de matrizes econômicas diversas do modelo atual, em especial Zona Franca e Distrito Industrial. O fomento de atividades no interior do Estado como agricultura, biotecnologia, mineração, energia, gás é extremamente importante, mas para que se possa fazer o desenvolvimento econômico com equilíbrio sustentável é necessário investimento”, afirmou.

Virgílio Viana, superintendente da FAS, levantou questionamentos para os presentes no evento, mas disse estar animado com as perspectivas para o próximo governo. “Como fazer esse ativo natural que temos um vetor da economia? Esses questionamentos refletem de uma certa forma no interesse do BID em ter uma parceria com o Governo do Estado na área de cooperação técnica para construir um programa de bioeconomia. Isso é uma construção bem estruturada para atrair novos negócios para a região”, destacou ele.

O representante do BID no Brasil, Hugo Florez, colocou a instituição à disposição para uma próxima conversa com a equipe do Governo Wilson e Carlos. “Nós acreditamos em desenvolvimento integrado por meio de política públicas. Nós queremos apoiar programas de desenvolvimento sustentável e ficamos a disposição para continuar esse diálogo”, citou durante o evento.

Carlos Almeida aproveitou a oportunidade de reunir com o representante do BID para colocar os futuros projetos de desenvolvimento do Estado em pauta com o Banco. “O Estado que nós vamos receber se encontra com um quadro meio sombrio para a aplicação dessas políticas por conta do déficit orçamentário de R$ 1,5 bi. Nesse ponto, a presença do BID com a sua disponibilidade de integrar com o Governo do Amazonas é importante tanto para o fomento de obras de infraestrutura quanto para organização de cidades do interior, propiciando que haja desenvolvimento aliado com a nossa matriz econômica”, destacou.

O encontro contou ainda com a participação do deputado estadual, Luiz Castro (REDE), do reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo Costa, do diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Edson Barcelos, do reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Sylvio Puga, além de instituições de pesquisa de nível internacional.