Cidades

Cartilha alerta para riscos de contratar seguranças clandestinos e sem formação

O objetivo da publicação é orientar futuros contratantes e a sociedade em geral para os riscos de ter um vigilante clandestino em seu estabelecimento ou condomínio.
Redação
Postado por Redação

A cartilha “Como Contratar Segurança Privada Legal e Qualificada” foi lançada na noite desta quinta-feira (22), durante o Encontro Nacional das Empresas de Segurança Privada (ENESP), que encerra hoje (23) no Tropical Hotel, Zona oeste de Manaus. O objetivo da publicação é orientar futuros contratantes e a sociedade em geral para os riscos de ter um vigilante clandestino em seu estabelecimento ou condomínio.

Em todo País, os dados são alarmantes: estima-se que para cada vigilante formal no Brasil há três clandestinos. A atuação de seguranças ou empresas clandestinas é crime e deve ser denunciada à Polícia Federal. A publicação foi produzida pela Fundação Brasileira de ciências Policiais (FBCP) sob orientação e supervisão da Polícia Federal, e com o apoio da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist).

Motoqueiros com apito que obrigam os moradores a pagar uma quantia pela segurança durante a noite. Seguranças com coletes pretos em comércios populares. Estes são apenas dois exemplos de algo que tem ocorrido com frequência no Brasil e tem colocado em risco a vida da população.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Amazonas (Sindesp), José Pacheco, a publicação traz informações que orientam a forma correta de contratação de uma empresa de segurança. “Um segurança ilegal em qualquer estabelecimento seja comercial ou residência, é um risco muito grande e essa publicação traz esse alerta”, disse Nonato.

Ele destaca que a maior parte desses seguranças clandestinos não tem nenhum tipo de treinamento e sequer passaram pelo curso de formação exigido pela Lei. “Além disso, eles não têm porte de arma nem preparação psicológica para lidar com situações de tensão. No lugar de proteger, deixam a população vulnerável”, disse.

Prejuízos

De acordo com a Fenavist, os prejuízos são incalculáveis. Empresas que funcionam obedecendo todas as regras da legislação que regulamenta o setor (Lei 7.102/1983) e são fiscalizadas pela Polícia Federal (PF), órgão que controla a atividade, enfrentam concorrência desleal. Os preços oferecidos pelos clandestinos estão muito abaixo do que deveria, já que não há pagamento de impostos, nem de direitos trabalhistas, tampouco investimento em capacitação.

Prejuízo também para os trabalhadores que fizeram o curso de formação de vigilante, requisito exigido por Lei, e que aguardam uma oportunidade. A clandestinidade tem contribuído para a perda de postos de trabalho. Com isso, muitos profissionais aptos a exercerem a função não conseguem uma vaga.

Com informações da assessoria

Comentários

comentários



Deixe um comentário

error: COPIAR SEM DAR CRÉDITO É CRIME!