Caso Flordelis: Polícia investiga participação de cozinheira e motorista na morte do pastor

Foto: Reprodução/Veja SP

Mais quatro pessoas são investigadas em um novo inquérito da Polícia Civil e do Ministério Público no caso do assassinato do pastor Anderson do Carmo, a mando da esposa e deputada federal Flordelis, segundo a investigação. Ela nega participação no crime. As informações são do G1.

Como mostrou o RJ2 nesta segunda-feira (7), até a cozinheira e o motorista estão sendo investigados. Gilcinéa Teixeira do Nascimento, a Néia, é cozinheira da casa de Pendotiba, Região Oceânica de Niterói, e suspeita de ajudar a envenenar Anderson.

Já Marcio da Costa Paulo, o Márcio Buba, é motorista da deputada e pode ter dado fim a provas importantes do crime. O novo inquérito investiga também Gérson Conceição de Oliveira, filho de Flordelis, e Lorraine dos Santos, neta da deputada. Ele é suspeito de ajudar no envenenamento; ela, de ocultar provas.

Gérson continua empregado como secretário parlamentar no gabinete da deputada, apesar da parlamentar estar proibida pela Justiça de manter contato com ele e outros investigados. De acordo o Portal de Transparência da Câmara, o salário de Gérson é R$ 15.698,32 por mês.

Este é o terceiro inquérito sobre o caso. Os outros dois resultaram em denúncias já aceitas pela Justiça. Além da deputada, sete filhos e uma neta estão no banco dos réus. Flordelis não foi presa porque tem imunidade parlamentar. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados analisa o caso.

Filhos biológicos investigados

Flávio dos Santos (acusado de disparar)
Simone dos Santos Rodrigues
Adriano dos Santos

Filhos adotivos investigados

Lucas dos Santos
Marzi Teixeira da Silva
André Luiz de Oliveira
Carlos Ubiraci da Silva
Rayane dos Santos Oliveira (filha de Simone)

Investigações

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ) descobriram mensagens de texto em telefones celulares que reforçam a suspeita de que a deputada planejou matar o marido executado com mais de 30 tiros em 16 de junho de 2019 na porta de casa, em Niterói.

A Justiça já aceitou denúncia contra a parlamentar, que se tornou ré no caso. Seis de seus filhos e uma neta estão presos.