Casos de Covid-19 em presídios do país dobraram em julho, diz CNJ

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Os casos e as mortes por Covid-19 praticamente dobraram no período de um mês, dentro das penitenciárias federais. No final de junho, eram mais de 9,5 mil servidores e detentos contaminados. Agora, no final de julho, já são quase 17 mil infectados.

Já as mortes passaram de 600 para mais de 1,2 mil em todo o país nesse período. Esses são os dados do último balanço do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a situação dentro das cadeias.

O CNJ revela que esse acréscimo se deve a fatores como o aumento no número de  testes para detectar a doença, como explica o juiz auxiliar do órgão, Antônio Tavares.

Apesar do aumento de registros da Covid-19 nas penitenciárias de todo o Brasil desde março, no Distrito Federal os familiares dos presos só ficam sabendo se eles estão com coronavírus quando são transferidos de local, como denuncia uma mãe que prefere não se identificar.

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais do DF, Paulo Rogério, acrescenta que não são apenas os presos confirmados com a Covid-19 que são transferidos para outro presídio.

Além dos detentos, os servidores do Complexo Penitenciário da Papuda no DF com suspeita de Covid-19 também já entram em quarentena antes da confirmação da doença. Outra estratégia de combate é a realização de testes. De acordo com Secretaria de Administração Penitenciária, o DF é responsável por quase 30% de todos os exames de detecção do novo coronavírus realizados nas penitenciárias federais pelo Brasil.

O boletim do CNJ sobre os contaminados e mortos pela Covid-19 tem como base dados dos poderes públicos locais e ocorrências informadas ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Ele é divulgado às quartas-feiras e serve para traçar estratégias de combate ao problema.

As informações são do EBC