Cientistas mandam carta para estudantes se conscientizarem em dia de greve pelo clima mundial

Foto: Google

Nesta sexta (20), diversas manifestações estão marcadas em todo o mundo contra as mudanças climáticas. A mobilização tem origem no movimento ‘Fridays For Future’, da adolescente ativista Greta Thunberg, que desde agosto de 2018 falta às aulas nas sextas-feiras para protestar pelo clima. As informações são do site G1

A mobilização de estudantes para a Greve Global pelo Clima, marcada para esta sexta-feira (20) em diversas partes do mundo, ganhou apoio de cientistas que estão compartilhando imagens de cartas assinadas por eles para que os jovens entreguem nas escolas para justificar a falta nas aulas.

A Greve pelo Clima teve origem no “Fridays For Future” (Sextas-feiras pelo Futuro, em inglês), que ganhou repercussão com a adolescente sueca de 16 anos Greta Thunberg.

Desde 2018 Greta falta às aulas nas sextas-feiras para protestar pelo clima. A iniciativa rendeu a indicação ao Prêmio Nobel da Paz e fez com que diversas outras greves se espalhassem pelo mundo. No Brasil, ao menos duas mobilizações tiveram repercussão nacional, uma em março e outra em maio.

A ideia da carta de apoio para justificar as faltas foi do doutor climatologista Peter Gleick, membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e vencedor do Prêmio Carl Sagan de 2018 para Popularização da Ciência. Ele é contra as críticas que dizem que os estudantes deveriam ficar em sala de aula para aprender, em vez de protestarem.

“As crianças podem aprender muito sobre o mundo real ao experimentá-lo”, afirmou o climatologista Peter Gleick, em entrevista ao G1. “Acredito que [nas manifestações] eles aprenderão lições importantes para toda a vida sobre ciência, política, engajamento cívico e responsabilidade social – e essas lições são, em última análise, mais importantes e mais valiosas do que passar mais um dia na sala de aula.”

A carta original do professor Gleick (veja abaixo) foi postada em um tuíte para que o estudante copiasse, colasse e imprimisse. A cientista Heather Price usou o mesmo conteúdo e publicou a carta escrita à mão (leia acima), para que fosse impressa.

Carta da cientista Heather Price compartilhada em suas redes sociais para que estudantes imprimam e justifiquem as suas faltas na escola em dia de Greve pelo Clima. — Foto: Reprodução/Twitter/@huprice

A carta original do professor Gleick (veja abaixo) foi postada em um tuíte para que o estudante copiasse, colasse e imprimisse. A cientista Heather Price usou o mesmo conteúdo e publicou a carta escrita à mão (leia acima), para que fosse impressa.

O conteúdo, na tradução em português, fica assim:

“Querido professor,

Por favor, me desculpe pela falta de _____________ na sexta. Eles estavam participando de um projeto especial de educação para mim (e para o resto do mundo) sobre estratégias para impedir as #mudançasclimáticas. Eles ficarão felizes em enviar um trabalho extra para compensar a falta. Obrigada, Dr. Peter Gleick [ou Heather Price, dependendo da versão], climatologista.”

Os outros cientistas adaptaram o teor da carta. A de Bryant, publicada em seu perfil “Climate & Mind”, diz que o estudante poderá sofrer de depressão, ansiedade e falta de esperança devido a mudanças no clima. “O envolvimento em protestos e ações com seus pares poderá beneficiar a sua saúde mental e a resiliência”, afirma o psicoterapeuta.

Aprender experimentando

Gleick diz que teve a ideia com base em sua própria experiência: os filhos já tiveram que faltar às aulas por longos meses, fosse por motivo de viagem ou doença, e contaram com a colaboração dos professores para que fizessem trabalhos e recuperassem os conteúdos.

Quando viu que algumas escolas estavam planejando punir os alunos que faltassem, Gleick pensou em fazer a carta com a justificativa, assinada por um cientista.

“Comecei a ver negacionistas do clima e críticos das ações desses estudantes tentando argumentar que eles deveriam permanecer na escola em vez de se manifestar, e vi alguns relatos de que algumas escolas estavam pensando em penalizar as ausências. Isso me deu a ideia de oferecer aos alunos uma carta para justificar as ausências, alegando que seus esforços eram importantes para a sociedade, mas também teriam retorno educacionais para eles”, afirma Gleick.

FONTE G1

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