Coordenadora de vigilância em ISTs do Ministério da Saúde apresenta à Susam projeto de combate à sífilis

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O secretário de Estado de Saúde do Amazonas, Rodrigo Tobias, recebeu, nesta quarta-feira (12), na sede da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), em Manaus, a coordenadora-geral de vigilância em Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) do Ministério da Saúde (MS), Angélica Espinosa Miranda, para discutir as ações do Projeto de Resposta Rápida à sífilis.

Já em execução no Amazonas, com foco em Manaus, o projeto tem como objetivo reduzir a sífilis adquirida, em gestantes e congênita no Brasil, e é uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Organização Pan-Americanas da Saúde (Opas).

“Esse é um tema que o Amazonas entende como de grande importância, e ficamos muito motivados em ter o apoio do Ministério da Saúde para desenvolver ações para reduzir os casos de sífilis no nosso Estado”, disse Rodrigo Tobias durante a reunião.

A coordenadora-geral de vigilância em ISTs destacou que o Amazonas pode seguir contando com a parceria do MS no trabalho de combate à sífilis em 2020.

“Apresentamos o projeto ao secretário, falando dos apoiadores, e de que o Ministério da Saúde quer ter essa parceria com o Estado e os municípios prioritários do Amazonas para a gente trabalhar essa pauta da sífilis em conjunto. A gente está voltando para tratar da primeira rodada do programa depois de um ano de ação dele no território do Amazonas”, disse Angélica Espinosa.

Avanço – A apoiadora do Projeto de Resposta Rápida à sífilis para Manaus, Tais Rangel, disse que o Amazonas tem avançando em áreas estratégicas desde o início das ações. Um dos eixos principais é a qualificação dos profissionais que trabalham com diagnóstico da doença.

“A gente avançou bastante, porque a gente tem trabalhado a questão Comitê de Transmissão Vertical da sífilis, tanto municipal quanto estadual. Estamos trabalhando em uma linha de cuidado materno-infantil, por causa da sífilis e do HIV, e também trabalhando na estruturação da rede e na capacitação de profissionais. Ano passado fizemos quatro treinamentos com o pessoal da atenção básica voltada para o manejo (diagnóstico) da sífilis”, afirmou Tais.

Após a reunião com o secretário de Saúde, Angélica Espinosa reuniu com técnicos da Susam, da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), da Fundação de Medicina Tropical (FMT), Fundação Alfredo da Matta (Fuam) e da Prefeitura de Manaus para discutir as ações do projeto para 2020.

“O projeto tem um componente de gestão, que é tentar organizar as redes de serviço, o Comitê de Transmissão Vertical. Ele tem um componente de pesquisa, que é o que a gente quer trabalhar junto com a FMT. E tem um componente de ação com comunicação, que aí é voltado para os profissionais de saúde e a sociedade em geral”, informou a coordenadora-geral de vigilância em ISTs.

De acordo com o MS, o projeto busca ajudar os municípios que aderiram ao programa no fortalecimento da vigilância epidemiológica da sífilis adquirida, em gestante e sífilis congênita. Também busca integrar de forma colaborativa as ações de vigilância e atenção em saúde nas redes de atenção. O projeto do MS é voltado para 100 municípios no país.

(*) Com informações da SUSAM