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Coral do Amazonas apresenta obra erudita com toques nordestinos a partir desta sexta

É essa versão da Missa de Alcaçuz que o Coral do Amazonas apresentará nesta sexta-feira (23), domingo (25) e terça-feira (27), em horários alternativos, no Teatro Amazonas, com entrada franca- foto: divulgação
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Composta em 1996 por Danilo Guanais, a Missa de Alcaçuz é considerada uma das obras com o maior recheio brasileiro possível. A peça, escrita originalmente para coral, orquestra de cordas, percussão e violão, teve a sua estrutura revisada no início deste ano, ganhando uma instrumentação para piano e percussão, que foi apresentada no Carnegie Hall, em Nova York, no último mês de maio.

É essa versão da Missa de Alcaçuz que o Coral do Amazonas apresentará nesta sexta-feira (23), domingo (25) e terça-feira (27), em horários alternativos, no Teatro Amazonas, com entrada franca. O espetáculo, com direção musical e regência do maestro Zacarias Fernandes e Hilo Carriel ao piano, traz os solos da soprano Tamar Freitas e do barítono Moisés Rodrigues, além da participação do Balé Folclórico do Amazonas.

De acordo com Zacarias, regente do Coral, a ideia de apresentar a obra de Guanais surgiu da necessidade de divulgar o trabalho dos artistas brasileiros. “Embora sejamos especialistas em apresentar obras de compositores estrangeiros, sentimos que é preciso valorizar os compositores da nossa pátria, já que temos muitas boas obras cujos autores são brasileiros”, afirma.

Tradição

A origem da Missa de Alcaçuz remonta ao Nordeste brasileiro, à tradição das famosas romanceiras da região de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, segundo o maestro.

Balé Folclórico do Amazonas

E se já é uma novidade uma missa contemporânea com todo o estilo do interior do Nordeste brasileiro, a apresentação do Coral do Amazonas traz um fato inédito no país: o Balé Folclórico do Amazonas fará toda a coreografia da missa. “Embora seja algo novo no Brasil, coreografar uma missa não é uma exclusividade nossa. Uma missa cantada é um ritual musical, e em várias missas cuja origem é o continente africano, podemos notar que existe tanto a parte cantada como a coreografada, executadas ao mesmo tempo, como uma conversa”, explica o maestro.

A coreografia é de Adam Souza, assistente de direção do Balé Folclórico. “Há algum tempo, fizemos um programa de Natal onde apresentamos dois trechos da Missa de Alcaçuz, e esses dois trechos foram coreografados pelo Balé. Essa performance foi muito bem recebida, e quando nós resolvemos fazer a Missa novamente, resolvemos coreografá-la por inteiro. Quando falamos isso ao Danilo Guanais, ele ficou muito impressionado”, conta.

Com informações da assessoria

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