Fotos - Thaís Waughan / Manauscult

O último navio da temporada de cruzeiros no Amazonas chegará no Porto de Manaus na próxima quarta-feira (18). O navio Amera, que está com 680 pessoas a bordo entre tripulação e turistas, já está navegando há 20 dias e nenhum caso da doença ou mesmo suspeita foi identificado. Dessas 680 pessoas, 230 partem no dia seguinte de avião para Alemanha, em voo charter.

De acordo com o artigo 11 do decreto assinado pelo governador Wilson Lima nesta segunda-feira (16/03), “A autoridade portuária do Estado do Amazonas, responsável pela administração do porto de Manaus, poderá suspender as operações de atracação de cruzeiros e outras embarcações de passageiros de grande porte, nos termos dos incisos VIII e X do 1º art. 17 da Lei Federal nº 12.815, de 5 de junho de 2015”.

“A Anvisa monitora diariamente todos os navios que chegam em águas brasileiras. Esse é um protocolo que já era adotado e agora está sendo intensificado, ressaltou a presidente. Roselene destacou ainda que, para evitar aglomerações, a Amazonastur não montará receptivo com pocket-show de boi-bumbá no Porto de Manaus.

Caso as autoridades portuárias permitam a descida dos passageiros, eles poderão receber informações no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), do Porto, que contará com funcionários no balcão para orientá-los, repassando o protocolo que está sendo divulgado para evitar o vírus. Também será colocado um banner explicativo em português e inglês com orientações sobre prevenção. Os passeios turísticos também foram reduzidos.

“Nós estamos seguindo o protocolo adotado pelo Ministério da Saúde, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Governo do Estado para tentarmos amenizar o impacto desse vírus no Amazonas. Nós estamos tomando decisões para o nosso próprio bem e do estado em que moramos. Não podemos entrar em pânico, e, sim, tomar ações para evitar a proliferação”, declarou a presidente.

Comunidades indígenas

A Amazonastur em atendimento à determinação da Funai, recomendou aos caciques e líderes indígenas das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé e Puranga Conquista, no Baixo Rio Negro, a não receberem visitantes durante este período. A mesma orientação foi repassada aos operadores que levam turistas às comunidades.

*Com informações da assessoria