De cada dez financiamentos do FNO emergencial, oito são por mini e pequenos empreendedores

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Nesse tempo de crise que atinge empreendimentos de todos os portes por conta da Covid-19, o Banco da Amazônia (Basa) tem cumprido com a missão de ofertar soluções de crédito que deem sustentação às empresas da região. Uma comprovação disto é que, após quatro meses do lançamento do FNO Emergencial, o Basa já aportou R$ 205,6 milhões nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. E, desse total, R$ 161,8 milhões turbinaram os negócios de pequeno porte.

Para se ter ideia da importância desse crédito de fomento para a economia regional em época de pandemia, a cada dez operações feitas com esses recursos, oito foram para mini e pequenos empreendimentos, representando 84% das contratações. Um desses financiamentos foi feito para a Moura Peças e Materiais de Construção, do empresário Rodrigo Moura. Localizado em Tomé-Açu, no nordeste paraense, o empreendimento comercializa autopeças e materiais de construção.

“Quando houve o lockdown em Tomé-Açu, foi preciso dar férias coletivas para parte dos nossos funcionários. Também muitos clientes pediram para estendermos os prazos de pagamentos de seus boletos, então àquele dinheiro que estávamos contando para honrar nossos compromissos não veio. Por isso o FNO chegou em boa hora. Com os recursos foi possível pagar dividas e repor mercadorias”, relata Rodrigo Moura.

Desde que foi lançado em 17 de abril passado, já foram realizadas 2.627 operações com o FNO Emergencial. Do total do volume aportado nos estados nortistas, os empreendedores do Pará financiaram R$ 65 milhões (31,75%). Em seguida, em valores contratados, estão os estados de Rondônia com R$ 42,1 milhões (20,82%), Tocantins com 33,7 milhões (16,94%), Amazonas com 31,1 milhões (14,54%), Acre com R$ 24,5 milhões (11,12%), Amapá com R$ 4,9 milhões (2,47%) e Roraima com R$ 3,9 milhões (2,36%).

A maior parte dos recursos do FNO Emergencial foi direcionada para capital de giro. Quase 95% dos financiamentos foram feitos, principalmente, para cobrir despesas com o pagamento de contas de água e energia, salários e compra de mercadorias para reposição de estoques. O setor do comércio segue liderando as operações com 73,70% das contratações, seguido dos ramos de serviços (19,38%) e indústria (6,78%).

Limite de crédito e prazo de financiamento

A linha do FNO Emergencial é destinada a pessoas jurídicas de qualquer porte, pessoas físicas que desempenham atividades produtivas de maneira informal e que estejam enquadradas no Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), bem como para cooperativas e microempreendedores individuais (MEI) que precisam de capital para investimento ou capital de giro.

Para quem quer investir, o limite de crédito é de até R$200 mil. Já para capital de giro, o financiamento é de até R$100 mil. O MEI pode contratar até R$ 20 mil e, para capital de giro, até R$ 5 mil. As microempresas podem financiar até R$ 40 mil. O prazo de financiamento para investimento é de até 12 anos, incluída a carência que se estende até 31 de dezembro de 2020, ou seja, o tomador só começa a pagar a partir de janeiro de 2021. Para capital de giro, o prazo é de até 24 meses, também com carência até o último dia deste ano e início de pagamento para janeiro do ano vindouro.

Os encargos financeiros ofertados pelo Basa são muito competitivos, sendo a taxa efetiva de juros de 2,5% ao ano. Quanto às garantias, essas serão pedidas conforme a avaliação do crédito a ser concedido. Para saber mais sobre os recursos do FNO Emergencial, acessar o site www.bancoamazonia.com.br.

Com informações da assessoria