De “Cresci em um convento” a “Está uma formosura”, confira as frases mais irritantes de A Dona do Pedaço

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Foto: Reprodução / Globo

A Dona do Pedaço é, sem dúvida, um enorme sucesso em todo o país. A trama, escrita por Walcyr Carrasco, conseguiu ótimos números de audiência para a Globo e, ainda, está na boca do povo. As pessoas querem saber, inclusive, o que vai acontecer nos próximos capítulos, o que torna a novela ainda mais comentada.

Apesar desse enorme êxito entre os telespectadores, a trama não é comumente apontada pelos críticos como um exemplo, um primor, uma obra prima de novela. Muito pelo contrário, a novela possui algumas falhas – ainda que perdoáveis -, e uma história que caminha conforme a audiência quer.

O próprio autor disse em entrevista recente, no programa Altas Horasque escreveu a sinopse em duas semanas. Por gênio que fosse, e esse não é exatamente o caso, seria impossível criar uma épica história, com uma narrativa redondinha, que a colocasse no hall das grandes obras da televisão brasileira.

A Dona do Pedaço possui questões nos diálogos, como todos os personagens falarem praticamente do mesmo jeito. Não importando a origem ou até mesmo o nível educacional. Quando o autor tenta fugir disso, cai no caricato, como, por exemplo, a repetição de falas, desnecessárias. Se a ideia era marcar os personagens, o tiro saiu pela culatra.

Veja as falas mais desnecessariamente repetidas e que nada acrescentam à trama. Confira.

“Cresci num convento”

Desde que surgiu adulta em cena, Fabiana, da atriz Nathalia Dill, repete essa fala. Todos os personagens, de todos os núcleos sabem que ela cresceu em um convento e, por isso, seria uma santa. Se a ideia era marcar a hipocrisia da ex-noviça, que é vilã, cansou. Não é necessário repetir isso capítulo sim, capítulo não. E o telespectador já sabe de tudo isso. Ter vivido em um convento até a idade adulta não interfere em nada na vida atual da personagem.

“Me chama de Jô”

Essa fala de Josiane, interpretada pela atriz Agatha Moreira, poderia até virar funk, daqueles em que o refrão tem apenas um verso. A vilã cismou que quer ser chamada de Jô e não pelo seu nome de batismo, como se ‘Josiane’ fosse um nome incomum ou muito comum. O fato é que não faz sentido ela odiar o nome apenas por odiar, já que, simplesmente, não há nada demais com ele. Parece frescura e uma tentativa frustrada de dar profundidade ao personagem.

“Metade da fábrica é minha”

Pobre Eusébio, do Marco Nanini, que acredita que tem direito à metade da fábrica de Maria da Paz. Toda vez que ele vê a personagem de Juliana Paes cisma de dizer isso, como se fosse um mantra. O telespectador não vê graça, se para ser divertido e, tampouco, altera os fatos na trama do pai de Roco, do Caio Castro. Parece mais uma rabugentisse do personagem, que pouco agregou à trama de A Dona do Pedaço.

“Você é a melhor pessoa do mundo”

Tudo bem que Leandro, do ator Guilherme Leicam, não teve uma família e foi rejeitado, mas, de fato, teve algum carinho da família de Chiclete, do Sérgio Guizé. O rapaz foi bem cuidado e, portanto, não pode ser carente. De matador grosseiro, virou – do nada – um rapaz sensível, que vê em Agno, do Malvino Salvador, o sugar daddy perfeito. Ele dispara essa frase sempre que precisa reforçar seu agradecimento por ter vivido no apartamento do ricaço. Talvez, para Leandro isso, ele precisaria conhecer todas as outras pessoas do mundo, né?

“A menina…”

Essa é uma das falas mais irritantemente repetidas de A Dona do Pedaço. Abel, um português, fala isso frase sim, frase não para se referir a Britney, da atriz Glamour Garcia. Essa, obviamente, é uma maneira de se falar em Portugal, como se a pessoa não tivesse presente: “a menina está muito bela hoje”. A questão surge quando ele fala isso o tempo todo, estereotipando a maneira de falar dos invasores do Brasil. De fato, é muito cansativo… “A menina isso, a menina aquilo, a menina…”.

“Preciso de patrocínio”

Tudo bem que Rock já encontrou seu Sugar Daddy na figura de Agno e seu patrocínio está garantido. Mas passou meia novela repetindo isso a cada cena. Tentou até com Maria da Paz, que rejeitou qualquer ajuda para ele apenas treinar. Ficou irritantemente matutando como conseguir o bendito apoio financeiro para apenas treinar e não se preocupar em comprar comida. A sorte maior é do telespectador que viu no empresário gamar nele, que parou de reclamar patrocínio.

“É uma formosura”

Maria da Paz, apesar de ser a protagonista título da novela, perdeu um pouco de seu reinado para Vivi, da atriz Poalla Oliveira, né? Só isso explica obsessão dela em forçar todo mundo a comer seu bolo e disparar essa frase irritante. Desde que ficou pobre, passou a disparar isso cena sim, cena não para convencer as pessoas de que seu produto é o melhor do mercado. Todo mundo em casa já entende, tá legal? E mesmo que não tivesse entendido não teria como provar. Portanto, seria melhor economizar nas falas de efeito e fazer algo urgente para voltar à fábrica.

“O bolo da minha avó…”

Ainda sobre as repetições cansativas de Maria da Paz, tem essa. Está todo mundo cansado de saber que o bolo mágico foi ensinado pela avó Dulce, de Fernanda Montenegro. Isso ocorreu em uma das primeiras cenas da novela, lá em Rio Vermelho. Para piorar, a protagonista já serviu esse bolo, sob o pretexto de ser receita da falecida para quase todos os outros personagens. Até os figurantes foram obrigados a comer tamanha a insistência.

*Com informações Observatório da Televisão