Democracia Cristã diz que MPE pediu impugnação da candidatura de Chico Preto

foto: reprodução/Facebook

O partido Democracia Cristã, emitiu uma nota no início da noite desta quinta (1º), informando que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) pediu impugnação da candidatura de Chico Preto, para disputar as eleições para prefeito de Manaus este ano.

De acordo com a nota pública, o pedido tem como base um assassinato do sargento José Cláudio da Silva, o Caju, que segundo o candidato, era amigo da família e foi morto na companhia da esposa de Chico Preto. Por outro lado, o texto argumenta que os entraves eleitorais envolvendo o crime, já teriam sido resolvidos em 2017. A nota transmite o profundo descontentamento de Chico Preto.

Ministério Público

Por meio de nota, o Ministério Público Eleitoral, confirmou que por intermédio do Promotor Eleitoral Francisco Lázaro de Morais Campos, da 1ª Zona Eleitoral, propôs Ação de impugnação de Registro de Candidatura, junto ao Juízo Eleitoral Presidente do Pleito na cidade de Manaus, do candidato a prefeito da capital, Marco Antônio Souza Ribeiro da Costa (Chico Preto).

O MPE sustenta, na ação, que o candidato se encontra inelegível haja vista que foi condenado por conduta vedada nos autos do Processo TRE/AM nº 2237- 2.2014.6.04.0000, em decisão colegiada publicada em 11/07/2017, a qual somente não aplicou a cassação de diploma em razão da não eleição do Requerente na disputa de cargo majoritário naquela oportunidade, conforme expressamente consignado na decisão.

O promotor eleitoral sustenta, ainda, que o candidato condenado está inelegível por oito anos, a contar da data da condenação. Dessa forma, o MPE requereu ao TRE a impugnação da candidatura de Chico Preto.

Para consulta no site do TRE: número do processo 0600051-41.2020.6.04.0001

Leia a nota completa do partido Democracia Cristã:

Nota pública

Pedido de impugnação da candidatura Chico Preto 27

Diante de decisão absolutamente injusta o candidato a prefeito de Manaus, Chico Preto,
recebe com indignação o pedido de impugnação da candidatura pelo MPE, usando
como base uma questão judicial resolvida em 2017.

O episódio utilizado como justificativa é o assassinato do sargento José Cláudio da Silva,
o Caju, amigo de longa data do então deputado Chico Preto e sua família. É importante
ressaltar que o sargento foi assassinado por dois criminosos enquanto acompanhava a
esposa de Chico Preto, na condição de amigo próximo da família.

Em 2017, Chico Preto entrou em acordo com o TRE para pagar multa referente ao
episódio, NÃO havendo qualquer implicação de prática criminosa. Como ficha limpa,
Chico pôde disputar em 2018 eleições estaduais como candidato a vice-governador.

Agora, em 2020, na mesma condição de ficha limpa, o MPE de maneira parcial e
completamente duvidosa indica impugnar sua candidatura a prefeito de Manaus sem
haver qualquer mudança no entendimento de que NÃO houve prática criminosa por
parte de Chico Preto.

Com o atual cenário, fica evidente o viés persecutório por parte de setores que se
sentem ameaçados em virtude de uma candidatura totalmente desvinculada das
práticas corruptas de troca de apoios e de favores com o dinheiro dos cidadãos,
principalmente por meio da propina e superfaturamento de obras na prefeitura de
Manaus.

Por fim, a assessoria de imprensa informa que o candidato Chico Preto irá confrontar
com todos os meios possíveis a opinião do promotor Francisco Campos do Ministério
Público Estadual para que a candidatura seja preservada.

Com informações da assessoria