Detentos do CDPM 2 e Compaj concluem o curso de Confeitaria

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Foto: Divulgação/Seap

Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) realizou, na manhã desta sexta-feira (27), a cerimônia de encerramento do curso de Confeitaria. A capacitação é fruto de parceria com o Consulado Colombiano, o Centro de Ensino Tecnológico do Amazonas (CETAM) e as empresas cogestoras Reviver e Consórcio CGPAM. O objetivo foi promover a qualificação profissional dos internos custodiados brasileiros e colombianos nas unidades prisionais de Manaus.

Participaram do curso 10 reeducandos brasileiros do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e cinco reeducandos colombianos do Centro de Detenção Provisório Masculino 2 (CDPM 2), totalizando 15 internos. As aulas duraram 10 dias e foram ministradas por uma professora do Cetam, que os ensinou, por meios práticos e teóricos, técnicas de confeitaria e práticas com produção de doces, bolos e salgados. Ao final, os reeducandos participantes garantiram o certificado com carga horária total de 80 horas.

De acordo com a chefe do Departamento de Reintegração Social e Capacitação (Deresc) da Seap, Keyla Prado, esta é a primeira vez que internos colombianos custodiados participam de um curso de capacitação promovido nas unidades. Ela também explica que a iniciativa foi possível graças à parceria feita com o Consulado colombiano. “É a primeira vez que os internos colombianos participam de um curso daqui e isso foi graças a uma iniciativa do Consulado colombiano, que procurou a secretaria para fazer essa parceria que tem como objetivo principal capacitar esses internos e proporcionar uma qualificação profissional para iniciar a sua jornada rumo à ressocialização”, disse.

Presente na ocasião, a vice-cônsul da Colômbia em Manaus, Nina Paola Guarin, agradeceu ao secretário da pasta, coronel Vinícius Almeida, por ajudar o consulado, aceitando a parceria que garantiu aos internos colombianos a participação nos cursos de capacitação. Ela também parabenizou a secretaria pelo programa “Trabalhando a Liberdade” que classificou como um projeto-modelo para a gestão penitenciária no mundo.

Para o interno José (nome fictício), o curso é uma oportunidade de mudar de vida e crescer por meio do conhecimento e do empreendedorismo. “A melhor forma da ressocialização é a capacitação profissional e o conhecimento e para mim, foi muito gratificante estar aqui, pois foi um despertar para o lado do empreendedorismo. É um conhecimento que vou levar para fora e colocar em prática para traçar um novo caminho de mudança na minha vida”, declarou.

As informações são da assessoria