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Dez acusados da chacina em Manaus após morte de PM vão a júri popular

Com a pronúncia, divulgada nesta terça-feira (20), eles serão julgados pelo Tribunal do Júri.
Redação
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O Juízo da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus julgou procedente o pedido do Ministério Público Estadual (MPE-AM) e proferiu sentença de pronúncia contra dez réus acusados de participação em uma série de assassinatos registrados em julho de 2015, na capital amazonense, e que haveria atuação de policiais militares. Com a pronúncia, divulgada nesta terça-feira (20), eles serão julgados pelo Tribunal do Júri. Por enquanto, ainda não há data para a realização do julgamento.

De acordo com a denúncia do MP, os réus estão sendo acusados de crimes de homicídio (tentados e consumados), prática de grupo de extermínio, dentre outros. Na sentença de pronúncia, o Juízo verificou que há indícios suficientes de autoria e participação, extraídos do conjunto de provas, das audiências e demais elementos que constam nos autos, por isso os réus serão julgados por júri popular.

Os acusados são Dorval Junio Carneiro de Mattos, Bruno Cezanne Pereira, Klebert Cruz de Oliveira, Silvio José Silva de Oliveira, Adson Souza de Oliveira, Italo Gutemberg Macedo Ferreira, Janilson Monteiro da Frota, Rogério Pinheiro de Freitas, Germano da Luz Júnior, Rosemberg Martins Bezerra.

O caso é uma dos mais complexos que já passou pelo Juízo da 3ª Vara do Tribunal do Júri e, devido ao grande número de réus – eram 21 acusados, porém, dez foram pronunciados inicialmente -, houve o desmembramento do processo principal para facilitar a realização das audiências e a conclusão dos procedimentos judiciais. Esses dez foram pronunciados em cinco processos, com 13 vítimas, originados após a deflagração da Operação Alcateia, realizada no ano passado, para investigar várias mortes ocorridas nos dias 17, 18 e 19 de julho de 2015, em Manaus.

Chacina

Nesses três dias, vários assassinatos e tentativas de homicídios foram registrados na capital e geraram pavor na população, conforme a denúncia do Ministério Público, ganhando destaque na mídia nacional. Houve a deflagração de medidas com o objetivo de investigar a possível existência de um grupo criminoso voltado para a prática de extermínio, dentre outros crimes, e que seria composto por policiais militares,” com participação de outros indivíduos cooptados para auxiliar nas ações”.

A 89ª Promotoria de Justiça, na denúncia, informou que nos três dias de julho foram registrados 34 homicídios, “índices completamente fora dos padrões médios observados e aferidos nas estatísticas da Secretaria de Estado de Segurança Pública”. As ocorrências foram observadas horas após o crime de latrocínio do sargento da Polícia Militar do Amazonas, Afonso Camacho Dias, executado por volta das 15h do dia 17/07/15, após reagir a um assalto no estacionamento de uma agência bancária, situada na Zona Sul de Manaus.

Com informações da assessoria

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