Dia Internacional da Síndrome de Down: conheça a garra e superação de pessoas que se tornaram destaques

Foto: Arquivo Pessoal

No dia 21 de março comemora-se o Dia Internacional de Síndrome de Down. A data tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a inclusão e promover a discussão de alternativas para aumentar a visibilidade social das pessoas com Síndrome de Down.

A Síndrome de Down não é uma doença, e sim uma falha genética, que acontece na divisão celular do óvulo, que resulta em um par a mais no cromossomo 21, chamada trissomia.

No Brasil existem aproximadamente 300 mil pessoas com síndrome de down, segundo dados do IBGE. A inclusão dessas pessoas na vida escolar e profissional aumenta sua possibilidade de desenvolvimento, além de reforçar para sociedade a necessidade de respeito às diferenças, quaisquer que sejam.

A inclusão na sociedade

A aprovação da Lei de Diretrizes Educacionais – LDB (Lei 9394/96) – estabeleceu, entre outros princípios, o de igualdade e condições para o acesso e permanência na escola e adotou nova modalidade de educação para alunos com necessidades especiais. Desde então, a temática da inclusão vem rendendo, tanto no meio acadêmico quanto na própria sociedade, novas e acaloradas discussões embora, ainda, carregue consigo sentidos distorcidos.

Os portadores da Síndrome de Down levam mais tempo para se desenvolver e, portanto, precisam de um currículo mais diluído. Elas têm, em geral, um perfil de aprendizagem específico com pontos fortes e fracos característicos. Saber dos fatores que facilitam e inibem o aprendizado permite aos professores planejar e levar adiante atividades relevantes e significativas e programas de trabalho. O perfil de aprendizado característico e estilos de aprendizado, junto com suas necessidades individuais e variações do perfil devem ser considerados.

Cada vez mais pesquisas têm sido publicadas e o conhecimento sobre as suas capacidades e potenciais de serem incluídos com sucesso tem aumentado. Ao mesmo tempo, os pais têm se informado mais sobre os benefícios da inclusão, que é não discriminatória e traz tanto benefícios acadêmicos quanto sociais.

A inclusão bem-sucedida é um passo importante para que crianças com necessidades educacionais especiais se tornem membros plenos e contributivos da comunidade, e a sociedade como um todo se beneficia disso. Os colegas com desenvolvimento típico ganham conhecimento sobre deficiência, tolerância e aprendem como defender e apoiar outras crianças com necessidades educacionais especiais.

O desafio a ser enfrentado pela sociedade é como unir esses universos, garantindo que alunos sejam efetivamente incluídos e atendidos em suas especificidades, pois a inclusão traz o conceito de que é preciso haver modificações na sociedade para que esta seja capaz de receber todos os segmentos que dela foram excluídos, entrando assim em um processo de constante dinamismo político social.

O mercado de trabalho

Quanto a inclusão no mercado de trabalho é algo que ultimamente vem mudando, é cada vez mais comum vermos pessoas com síndrome de Down e outras deficiências se destacando no ambiente profissional sejam em propagandas comerciais, em passarelas e em outros ramos.

Em Manaus uma empresa do ramo de papelaria e descartáveis localizada na zona Centro-Sul, entrou em contato com o instituto Amazonense de Inclusão (IAI) solicitando cerca de cinco pessoas para compor o quadro de funcionários, o que acabou formando uma parceria promissora para ambas partes.

A jovem Ana Luíza Serrão, com apenas 24 anos de idade e portadora do síndrome de down, recentemente uma das cinco pessoas a ser contratada como auxiliar de vendas e segundo informações de sua mãe, ela está muito feliz com a nova fase por se sentir muito útil ao trabalho e a família.

Esta parceria entre empresa e o instituto IAI tem sido uma grande realização que promove desenvolvimento, autonomia, relacionamento pessoal e interação maior com a sociedade, pois os jovens portadores de síndrome de down precisam ser conscientizados da condição deles e de suas possibilidades no âmbito profissional, pessoal e social.

Muitas empresas ainda vem mantendo mais resistência a disponibilizar vagas para pessoas com deficiência e um dos motivos alegados é falta de qualificação profissional.

Em função disso o Instituto (IAI), em sua visão empreendedora tem o interesse de promover futuramente Projeto “Emprego Apoiado” que detecta a habilidade do candidato e consegue com isso direcionar o candidato às empresas e cargos correspondentes àquela habilidade, com isso a pessoa com deficiência obtém seu emprego e a empresa, além de contribuir com a inclusão , agrega valor, responsabilidade social, cooperação, solidariedade e adequação em atender a diversidade humana.

Por Leidy Amaral, Portal Manaus Alerta