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Instituído em 5 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia reflete a importância do exame para a prevenção câncer de mama. Com mamógrafos em todos os municípios do Amazonas permitindo a agilidade na emissão de laudos, a mamografia é o método mais eficaz para diagnosticar a doença, que é o segundo tipo de câncer que mais mata mulheres no Amazonas – atrás do câncer de colo do útero.

A mastologista do Instituto da Mulher Dona Lindu, Ivone Caetano, explica que o exame permite o diagnóstico do câncer de mama em estágio inicial e o tratamento é mais eficaz. “Uma das principais funções da mamografia é diagnosticar um câncer silencioso em pacientes assintomáticas, que nos procuram apenas pra fazer um checkup e não sentem nada. Pela faixa etária, a gente pede a mamografia e encontramos algumas microcalcificações que podem ser indício de câncer. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a probabilidade de cura”, enfatiza.

De acordo com a especialista, o exame é considerado de rotina para mulheres acima de 50 anos, mas mulheres com histórico familiar de câncer de mama devem ter atenção redobrada com a prevenção. “A mamografia é recomendada para pacientes acima de 50 anos até 69 anos. Quando a paciente tem histórico familiar, pode fazer aos 35 anos. Orientamos que a paciente faça o autoexame na primeira semana após a menstruação para procurar alguma alteração de pele, seja o espessamento, uma lesão tipo ferida, alteração no mamilo, coceira, prurido e apalpação das mamas, das axilas e sobre as clavículas”, alerta a mastologista.

A professora aposentada Maria Lucia Monteiro descobriu o câncer através de uma mamografia de rotina. Paciente oncológica há 7 anos, ela acredita que descobrir a doença ainda no início foi essencial para um tratamento mais eficaz. “Descobri que tinha um nódulo através da mamografia. Logo comecei o tratamento, ainda estava no início. Tem pessoas que descobrem em estágio avançado, então é muito importante fazer a mamografia todo ano, porque descobre logo no início e o tratamento é rápido e temos mais chances de cura”, recomenda.

A mamografia também possibilitou que a dona de casa Antônia Luciana confirmasse o diagnóstico da doença ainda em estágio inicial. Paciente oncológica há 13 anos, ela já tinha histórico familiar. “Descobri o câncer com 29 anos através da mamografia. Primeiro fiz o toque, senti e fui ao médico. Aí fiz a mamografia e descobri o câncer de mama. Foi importante descobrir cedo porque eu tive todas as chances de ser curada com o tratamento”, afirma.

Além de aumentar a eficácia e as chances de cura, a presidente do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia (Gamma), Oriona Ferreira, conta que o diagnóstico permite um tratamento menos agressivo. “A mamografia é importante para detectar precocemente o nódulo na mama. O tratamento não é tão radical, é mais tranquilo. Aumenta as chances de cura e a mulher não fica mutilada”, incentiva Oriona. A presidente do Gamma descobriu a doença há 17 anos através de alterações na pele do seio. Como a doença já estava em estágio avançado, ela precisou se submeter a uma mastectomia total, cirurgia para retirar o seio.

Exames

No Estado, a mamografia é oferecida na rede pública de saúde da capital sem fila de espera. No interior, todos os 61 municípios possuem mamógrafos. Em dezembro 2019, o Governo do Estado investiu R$ 11 milhões em aparelhos digitalizadores para o interior, que permitem a transmissão de imagens via Internet para a Central de Laudos do Hospital Francisca Mendes em Manaus.

Em 2019, a rede pública realizou 42 mil mamografias, número 10% maior que o total de procedimentos realizados em 2018 – 38 mil. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de 66,2 mil novos casos diagnosticados em 2020 em todo o Brasil.

*Com informações da assessoria