Djokovic, Federer ou Nadal: a tecnologia na disputa pelo trono do tênis

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Os três maiores tenistas da atualidade, e por que não de todos os tempos, acirram ainda mais, a cada ano, a disputa pelo topo da modalidade. Apesar de cada um já ter um currículo suficiente para o posto de melhor da história, só existe um trono e um coroa. Em meio disso tudo, com o avanço tecnológico sendo aperfeiçoado no tênis, por meio da ferramenta de arbitragem FoxTenn estreia em competições já este ano de 2020, será que essa disputa tomará novos rumos? O tenista número 7 do mundo, em 1994, o espanhol Alberto Berasategui, em entrevista ao site de aposta online Betway Esportes, analisou o cenário onde uma das três lendas, aparece com pequena vantagem.

Berasategui, ao longo da carreira conquistou nada mais nada menos, que 14 títulos como profissional no tênis, com destaque no saibro, onde sempre foi um competidor forte, inclusive chegando a uma final em Roland Garros, em 1994. O espanhol acredita que o momento histórico que o tênis está vivendo, sendo proporcionado, por Djokovic, Federer e Nadal, dificilmente irá se repetir, em todos os contextos, de números, títulos e nível.

Para Berasategui, alimentados pelo desejo de se tornar o número 1, os dois mais velhos do trio, Federer (38 anos) e Rafael Nadal (34 anos), estão fugindo da aposentadoria. E é justamente o fator idade, um dos trunfos de Novak Djokovic (33 anos) em relação aos adversários, na opinião do espanhol.

Talvez Djokovic tenha todos os números para ganhar mais Grand Slams. Primeiro, por idade; E então, porque joga bem nas três superfícies. A oportunidade de Federer continuar somando pontos nesta corrida pelo trono passa por Wimbledon e Rafa e Djokovic têm mais oportunidades no piso duro.

A cunho de comparação, desde 2003, o trio se reveza no pódio do ranking anual da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Roger Federer aparece com leve vantagem, com 16 aparições, Djokovic já teve 14 aparições e Nadal, não menos importante, somou 12 aparições. Confira o gráfico completo, com as estatísticas, abaixo.

Com um equilíbrio técnico e de resultados impressionantes entre os três, esta é uma daquelas disputadas de alto nível que serão decidas no detalhe. E um dos fatores que podem vir a influenciar nesse duelo de titãs são as alterações e avanços na tecnologia de arbitragem. Como já dito, este ano de 2020 marca o uso da tecnologia chamada Foxtenn nas competições, que promete superar a antiga Hawk Eye (olho de falcão), quando o assunto é captar com clareza o local e o momento exato.

De acordo com Berasategui, essa tecnologia ajuda todas as partes envolvidas em uma partida ou torneio, uma vez que ele oferece muito mais precisão, fazendo com que o resultado saia de forma mais justa.

Os três esportistas já chegaram a passar por situações injustas ao longo de suas carreiras. Em 2010, por exemplo, Djokovic se revoltou por terem deixado passar uma bola que ‘bateu dois palmos, a dois por hora, do seu lado’. Mesmo com esse detalhe, a porcentagem de pontos conquistados entre eles é bem próxima; Nadal sai na frente com 42,08%, Djokovic com 41,79% e Federer com 39,31%.

‘’Quanto menos erros, melhor para o tênis e para os jogadores (…) com isso tudo melhora muito mais e o jogo se torna mais seguro e mais justo “, diz Berasategui durante conversa com o time da Betway. Ele acredita que a tecnologia seja mais verdadeira pois não há influência de terceiros no resultado, como arbitro no futebol, por exemplo. Essa é a função e verdadeira utilidade do Foxtenn.