Doação de alimentos e kits de higiene são entregues aos catadores de recicláveis pelo Manaus Lixo Zero

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Manaus Alerta
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Os catadores de recicláveis de Manaus enfrentam crise sem precedentes, com a suspensão da coleta seletiva desde março, no início da pandemia de coronavírus. Em torno de 300 famílias foram afetadas na capital amazonense, conforme dados das cooperativas e associações de catadores. O problema, apresentado no “2º Encontro Municipal Lixo de Melhores Práticas”, motivou a realização de uma vaquinha virtual, que arrecadou recursos para a compra de alimentos e kits de higiene, entregues esta semana para as famílias atingidas.

A campanha foi organizada pela representação local do Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB). O embaixador do ILZB e coordenador do Coletivo Manaus Lixo Zero, biólogo Daniel Santos, organizador do encontro municipal, explica que a situação dos catadores sensibilizou todos os participantes do evento. Ele faz um apelo aos órgãos públicos, para que sejam adotadas medidas efetivas para amparo à classe. “Todo o serviço de coleta seletiva porta a porta e os Pontos de Entrega Voluntário (PEVS) deixaram de funcionar com a pandemia, desde o dia 23 de março”, frisou.

A vaquinha virtual organizada pelo ILZB arrecadou R$ 5 mil, usados para a compra de 750kg de frango e 50 kits de higiene, itens definidos conforme necessidade relatada pela coordenadora local do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Suelen Ramos. A doação foi entregue no galpão da Associação Nova Recicla. Todas as associações, cooperativas, núcleos e catadores independentes de Manaus foram contemplados, abrangendo 266 famílias.

“Ajudar uma classe, que muitas vezes não é valorizada pela sociedade e que faz um trabalho essencial para a sustentabilidade, é o mínimo de reconhecimento que podíamos fazer neste momento de pandemia, em que todos os serviços de coleta seletiva estão suspensos há mais de cem dias, no município. Muitos catadores não conseguiram os auxílios emergenciais dos governos estadual e federal, e estão passando necessidade”, ressalta Daniel Santos. Os catadores, disse ele, estão sem material para vender às empresas de reciclagem e o pouco que tinham armazenado nos galpões está sendo vendido com preço abaixo da metade do valor que era antes comercializado.

As informações são da assessoria