Dono de posto de lavagem é preso por furto de água no Parque 10

As investigações em torno do caso tiveram início após o recebimento de denúncia- foto: divulgação/PC-AM

Um empresário de 46 anos, foi preso em flagrante na manhã de ontem (23), por furto de água, em um posto de lavagem de veículos de propriedade do mesmo, na rua Carlos Lecor, conjunto Castelo Branco, bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus.

De acordo com informações do delegado Thomaz Vasconcelos, titular da Delegacia Especializada em Combate ao Furto de Energia, Água, Gás e Serviços de Telecomunicações (DECFS), as investigações em torno do caso tiveram início após o recebimento de denúncia, informando uma ligação clandestina no fornecimento de água em um lava a jato naquela região.

“Nossa equipe de investigação, acompanhada de funcionários da concessionária de água na capital Manaus Ambiental e de peritos do Instituto de Criminalística (IC), foi até o endereço indicado e localizou o posto de lavagem. Ao ser abordado, Juraci argumentou que o estabelecimento tinha poço artesiano próprio”, informou o delegado.

Poço artesiano

Thomaz Vasconcelos afirmou, ainda, que o local do suposto poço artesiano estava coberto por cimento, impossibilitando a verificação da informação dada. No lugar as equipes identificaram duas ligações para o abastecimento de água para uma caixa d’água de cinco mil litros, sendo uma vinda da parte interna do imóvel e a outra chamou a atenção dos servidores, porque advinha de uma ligação independente, originária da parte externa do local.

“Percorrido o percurso da ligação, perto ao muro do estabelecimento, foi verificado o uso uma tubulação azul, conhecida como PAD, de uso restrito da Manaus Ambiental e de venda não autorizada, para ter condições de identificar as ligações feitas pela concessionária”, argumentou Vasconcelos.

Providências

Fiscais se dirigiram para parte externa do imóvel e verificaram que no local por onde estava passando a ligação irregular direta da rede de abastecimento da concessionária havia um concreto de aproximadamente 25 centímetros de espessura, onde foram utilizadas ferramentas para conseguir quebrar o concreto e ter acesso à ligação irregular de água.

“Após o rompimento do concreto e termos acesso ao fornecimento direto de água, constatamos que, de fato, tratava-se de furto de água, pois a ligação irregular era a responsável pelo abastecimento da caixa d’água usada no estabelecimento”, explicou o titular da DECFS.

Fiança

O empresário foi conduzido ao prédio da especializada, onde foi autuado em flagrante por furto de água. A autoridade policial arbitrou fiança no valor de R$ 1 mil ao infrator que, após pagar a quantia estipulada, foi liberado para responder pelo crime em liberdade.

As informações são da assessoria de imprensa