‘Dragão Azul’, o molusco venenoso e mortal aparece em Salvador

foto: divulgação

Pequeno, mas perigoso e mortal, o molusco Glaucus atlanticus, popularmente conhecido como Dragão Azul, deu as caras em praias brasileiras. Em uma das raras aparições, o molusco que pertence a espécie lesma-do-mar pelágica, foi visto em uma praia em Salvador (BA) no início de agosto, mas a notícia viralizou na internet nesta segunda (17). As informações são do Correio da Bahia.

Podendo chegar no máximo até 6 centímetros, o forte do Dragão Azul, que também é conhecido como Anjo Azul, ou Andorinha-do-Mar, não é o tamanho, e sim a incrível capacidade de absorver o veneno de suas presas e misturar com o seu, tornando-o cada vez mais letal a cada ataque. Na lista de refeição do Dragão Azul estão águas-vivas, caravelas e seus próprios parentes.

O nome popular ‘Dragão Azul’ vem de sua cor azulada e apêndices (dedos) em formato de asas abertas que lembram bastante um dragão. O animal tem sacos de gás presos ao estômago, o que possibilita que flutue de cabeça para baixo, deixando os minúsculos dedos, livres para prender suas presas, extrair os venenos e comê-los em seguida, com um ataque perfeito e fatal.

A doutora em Oceanografia Biológica e professora do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) na Universidade Federal do Ceará (UFC), Cristina de Almeida Rocha Barreira, explicou ao jornal Correio da Bahia, que apesar de não ser fatal para humanos, o veneno do Dragão Azul pode causas graves queimaduras na pele se tocado sem proteção.

O Dragão Azul tem como habitat natural  as regiões oceânicas com águas tropicais e temperadas, estando a maior parte do tempo flutuando em colunas de água. Os apêndices e sua cor azulada ajudam na camuflagem para se proteger de predadores.

As aparições no Brasil, que antes eram bastante raras, tem se intensificado desde 2011, principalmente na costa Sul. Além da Bahia, já houve relatos de aparições o Ceará. Como um típico morador do mar, o Dragão Azul pode ser visto em qualquer região do mundo, mas apareceu pela primeira vez na Austrália. O animal geralmente é trazido para a região costeira pela força do vento ou pelas correntes marinhas. Caso apareça um desse na praia, a orientação é não tocar com as mãos desprotegidas.

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