Dupla que mantinha rede de prostituição infantil é presa em Manaus

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A prisão da dupla é um desdobramento do caso de estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição ou exploração sexual envolvendo um empresário, e a tia de uma adolescente de 13 anos que foi uma das vítima do bando-foto: Lana Honorato/Assessoria de Imprensa PCAM

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (18), a operação “666”, que resultou nos cumprimentos de mandado de prisão temporária, com prazo de 30 dias, por estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição, em nome do comerciante Raimundo Alves do Vale Filho, 52, e Ana Cássia da Silva Bentes, 23. A ação foi coordenada pela delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

A delegada relatou que os suspeitos foram presos em lugares distintos da capital. Ana Cássia foi presa na casa dela, na travessa Brasil, Comunidade Parques das Nações, bairro Flores. Já Raimundo, foi preso na avenida Mirra, segunda etapa do Loteamento João Paulo, bairro Jorge Teixeira.

Ao longo dos trabalhos, além dos mandados de prisão temporária, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas respectivas residências dos infratores. As ordens judiciais foram expedidas no dia 14 de setembro deste ano, pela juíza Patrícia Chacon de Oliveira Loureiro, da Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes.

Investigação

A autoridade policial declarou que a prisão da dupla é um desdobramento do caso de estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição ou exploração sexual envolvendo o empresário Fabian Neves dos Santos, 37, e de uma mulher de 28 anos, que é tia de uma adolescente de 13 anos que foi uma das vítima do bando.

“Em relação a esse determinado caso, a adolescente foi ouvida e durante o depoimento ela passou a citar outras possíveis vítimas. Continuamos as investigações, representei à Justiça pela quebra dos dados telefônicos e a investigação prosseguiu até que culminou com as prisões de realizadas hoje”, disse a delegada.

No decorrer das primeiras diligências, que culminou nas prisões de Fabian e da tia da adolescente, Ana Cássia e Raimundo foram citados durante todo os depoimentos. Segundo Joyce Coelho, Ana Cássia seria uma segunda agenciadora e Raimundo seria, também, um dos clientes dela e da tia da adolescente de 13 anos.

“Na ocasião das prisões de Fabian e da tia da adolescente, foram apreendidos os aparelhos celulares dos dois infratores, onde representamos pela quebra dos dados telefônicos que guardava imagens e conversas dos infratores. Ana seria amiga e sócia da tia da menina de 13 anos, ou seja, responsável por aliciar adolescentes para a prostituição. Já Raimundo, assim como Fabian, era cliente das infratoras”, pontuou a delegada.

Materiais apreendidos

Joyce Coelho informou que na casa de Ana Cássia foram apreendidos dois computadores e dois celulares. Em posse de Raimundo também foram apreendidos dois celulares, que serão enviados para análise. A delegada disse, ainda, que o nome dado à operação intitulada “666”, faz menção à senha utilizada por Fabian Neves no celular dele.

Indiciamento

Raimundo e Ana Cássia serão indiciados por estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição. Os dois permanecerão na carceragem da Depca. Após os procedimentos cabíveis na especializada, Ana será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) e Raimundo será levado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), ambos situados no quilômetro oito da Rodovia Federal BR-174.

Com informações da assessoria