Economia

Economista da UEA dá dicas de como melhor utilizar o adiantamento do 13º salário

O adiantamento irá alcançar cerca de 100 mil servidores e injetar R$ 95 milhões na economia do Estado- foto: Valdo Leão
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A parcela correspondente a 30% do 13º Salário do servidor público estadual que será liberada nos próximos dias 29 e 30 de junho é uma boa saída para ajudar na organização das finanças e na recuperação do crédito de quem tem dívida na praça. Esta é a orientação do coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Economia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Neuler de Almeida. O adiantamento irá alcançar cerca de 100 mil servidores e injetar R$ 95 milhões na economia do Estado.

O Nepe foi inaugurado na última terça-feira (20) com o objetivo de realizar e divulgar estudos e pesquisas socioeconômicas e ambientais. Neuler de Almeida passa orientações fundamentais para recuperar o crédito pessoal e para a organização do consumo dentro da realidade orçamentária. Ele considera que o controle dos gastos primordiais do mês e das despesas supérfluas já é um bom começo para ajustar o orçamento.

As orientações do economista servem para todos, não apenas para que vai receber o adiantamento do 13º, para evitar o endividamento. “É preciso fazer um controle dos seus gastos daquilo que você arrecada e o que você gasta. Com isso, você sempre prioriza as despesas que são fixas e programadas ao mês, como luz, água, internet e telefone. Evitar fazer refeições fora de casa e adquirir produtos que não são prioridades já ajuda você a ter no final do mês um dinheiro a mais no bolso e ter um orçamento melhor”, disse.

Para quem possui dívida, o melhor conselho é pagá-la, se possível renegociá-la priorizando as contas de menor prazo de quitação. “Dívidas de curto prazo precisam ser prioridades no pagamento, como compras parceladas de lojas de departamento, e as de longo prazo podem ser renegociadas, como as de um imóvel ou veículo”, aconselha.

Se não tiver dívida e a decisão do trabalhador for por investir o extra, uma boa opção é pelos títulos públicos. “Caso queira usar o seu dinheiro em aplicações, faça investimentos em títulos públicos, como o de letras do Tesouro Nacional porque rende um valor bem em conta. Quem não tem dívida vai ter uma oportunidade a mais de consumo e também pode fazer investimento, mas quem possui a prioridade é quitá-las”, orientou.

Para quem pode e deseja comprar, o bom mesmo é comprar a vista, principalmente se tiver desconto. Pesquisar de uma loja pra outra pode render boa vantagem. Se a compra for a crédito é bom ter cuidado com as facilidades de pagamentos em diversas parcelas, pois elas podem esconder juros que levam o produto a custar até o dobro. “Se a soma das parcelas no final for o dobro do valor do produto, não é bom adquiri-lo, explica Neuler.

Cartão de crédito

O uso do cartão de crédito entra na lista das cautelas de consumo. O ideal é que o pagamento mínimo da fatura seja evitado, e que o comprador efetue pelo menos 50% do valor parcelado. “O pagamento mínimo é o juros que você está pagando. No outro mês aquele valor vai voltar de novo acrescido dos juros e mais outras taxas e impostos”, acrescenta o economista.

Projeção

O adiantamento do Governo do Amazonas ao funcionalismo público vai injetar R$ 95 milhões na economia local. Com esses recursos, a Câmara de Dirigentes e Lojistas de Manaus (CDL-Manaus) estima que 5% dos servidores públicos saiam do banco de dados de negativados do SPC/SERASA. “Quando se trata de servidor público não encontramos um elevado índice de inadimplentes em nossa base de dados, quando comparado com os débitos em empréstimos consignados. Mas acreditamos que, além da quitação de dívidas, o consumo possa também trazer um incremento nesse período”, avaliou o vice-presidente da CDL- Manaus, Antonio Kizem.

Com informações da assessoria

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