Elo de comunicação: inclusão é celebrada no Dia Mundial do Tradutor/Intérprete

Foto: Divulgação/Secom

Ser elo de comunicação entre povos, culturas e tradições. Essa é uma das principais atribuições dos profissionais que celebram, em 30 de setembro, o Dia Mundial do Tradutor/Intérprete. A data foi instituída pela Federação Internacional de Tradutores (FIT), em 1991, e veio para celebrar a profissão, que está em constante crescimento no mundo todo.

Muito importantes no processo de globalização, tanto o tradutor quanto o intérprete atuam como elos de comunicação entre o emissor e o receptor da mensagem. O trabalho do tradutor requer um cuidado minucioso. É preciso que a ideia original seja fielmente traduzida para que o entendimento possa acontecer sem ruídos. Da mesma forma um intérprete deve estar sempre atento e dominar as expressões e peculiaridades da linguagem traduzida, já que geralmente seu trabalho é feito de forma simultânea.

Para o tradutor intérprete de Libras-Português (TILSP) Matheus Gil, de 22 anos, mais do que uma profissão, ser intérprete é poder ajudar o próximo. “Através do meu trabalho consigo gerar acessibilidade linguística, fazendo com que o indivíduo surdo tenha direito e acesso à informação de forma ampla e igualitária”, explicou o servidor, que atua na Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom).

Há sete anos na profissão, Matheus contou que na infância, a vontade de se comunicar com os amigos surdos foi o que o motivou a aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para ele, a profissão é um exercício diário. “Entrei no mercado de trabalho bem cedo e não me arrependo. Acredito que ser um tradutor/intérprete requer muita responsabilidade e busca por conhecimentos, então farei sempre o que estiver ao meu alcance para cumprir o meu papel”, destacou.

Inclusão – No Estado, a Escola de Gestão e Aperfeiçoamento do Servidor Público (Esasp) da Secretaria de Administração e Gestão (Sead) promove o curso de Libras para Atendimento, ministrado pelos professores Thiago Henrique (surdo) e Renan Rodrigues (TILSP). De acordo com Renan, que atua como intérprete há 12 anos, esse tipo de atividade é muito importante.

“São cursos como esse que permitem que haja uma maior inclusão de pessoas surdas e com deficiência auditiva nos serviços oferecidos pelo Estado. O intérprete vem justamente para traduzir essa mensagem e permitir que haja um entendimento coletivo, sem o qual não haveria uma comunicação plena”, explicou.

Contexto histórico – O Dia Mundial do Tradutor/Intérprete é comemorado em 30 de setembro porque neste mesmo dia faleceu São Jerônimo, conhecido por ter sido o tradutor da Bíblia. Por meio de seu trabalho, o texto bíblico, originalmente em grego antigo, foi traduzido para o hebraico e o latim, permitindo o contato de muitas pessoas com o livro sagrado.

(*) Com informações da Secom