Em nota, Seduc-AM afirma que morte de professora da rede estadual não foi por Covid-19

Foto: Cleudilon Passarinho

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas emitiu uma nota de esclarecimento desmentindo boatos de que a morte de uma professora da rede estadual teria sido causada pela Covid-19.

De acordo com a Seduc, a professora Leila Guerra Soares, que estava lotada na Escola Estadual (EE) Sebastião Augusto, em Manaus, veio a óbito após complicações de uma pneumonia bacteriana, conforme o laudo médico enviado pela família à pasta.

Confira a nota:

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto vem a público externar seu mais profundo pesar pelo falecimento da professora da rede pública estadual Leila Guerra Soares, lotada na Escola Estadual (EE) Sebastião Augusto, em Manaus. Ao contrário do que vem sendo publicado nas redes sociais e portais de notícias, a professora de Ensino Fundamental não faleceu em decorrência do novo coronavírus (Covid-19) e tampouco contraiu a doença em atividades escolares. A servidora da Secretaria de Educação veio a óbito após complicações de uma pneumonia bacteriana, conforme o laudo médico enviado pela família à pasta.

Diferente do que está sendo divulgado, a servidora não teve nenhuma participação na Jornada Pedagógica do Ensino Médio, promovida pela a Secretaria de Educação na semana antes da volta às aulas presenciais. Leila era professora de Ciências do Ensino Fundamental e precisou ser internada, em situação de emergência, no Hospital Rio Negro. Na unidade de saúde, foi constatado que a educadora havia contraído pneumonia bacteriana. Durante a internação, Leila foi testada mais de uma vez para Covid-19, e todos os resultados deram negativo.

Dias depois de dar entrada no hospital, a professora precisou ser entubada e, após a detecção de uma hemorragia pulmonar, veio a óbito na quinta-feira (20). Ela havia dado entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 12 de agosto.

A profissional estava afastada da escola desde o início da suspensão das aulas presenciais e, em julho, sofreu um derrame ocular. De acordo com a gestão da unidade de ensino, que possui todas as mensagens trocadas com Leila e a filha, no WhatsApp, após o derrame a professora passou a ter problemas com a visão, o que dificultava, inclusive, o contato pelo aplicativo de mensagem.

Antes da EE Sebastião Augusto, ela atuou, também, no Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) João dos Santos Braga, na zona norte da capital.

A Secretaria de Educação se solidariza com a família e amigos de Leila e lamenta esta perda irreparável, confiando que Deus conforte seus corações e dê forças para transformar toda dor em fé e esperança, e pede, também, que seja respeitado o período de luto dos entes próximos à educadora. A Secretaria de Educação repudia todas as informações falsas espalhadas por meio de mensagens de aplicativo e redes sociais a respeito dos seus princípios e ética trabalhista como servidora da secretaria.

Laudo – Segundo o laudo médico de Leila, datado de 20 de agosto de 2020, a professora estava internada na UTI do Hospital Rio Negro desde o dia 12 de agosto, com diagnóstico de pneumonia bacteriana e insuficiência respiratória aguda, não sendo correspondente à Covid-19. O laudo destaca ainda que não havia evidência clínica, nem tomográfica e nem laboratorial de diagnóstico da infecção.

Com informações são da assessoria