Empresário que desviou milhões da Saúde do AM diz que comida de presídio é ‘insuportável’

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Preso na Operação Maus Caminhos por desviar milhões da saúde pública do Amazonas, o médico e empresário Mouhamad Moustafa alegou que não conseguiu se adaptar à alimentação oferecida no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). “Chegou ao limite do insuportável”, disse ele, que emagreceu cerca de 60 quilos.

Em seu depoimento à juíza federal Ana Paula Serizawa, o empresário – que é apontado como líder de uma organização criminosa – pediu para que lhe fosse concedida uma alimentação externa, benefício que foi proibido na unidade prisional.

Ainda segundo Moustafa, o único alimento consumido por ele na cadeia é pão, que ele complementa com água para sobreviver. Quando era permitido, a família do médico levava pães e frutas.

“Eu tentei os dois únicos tipos de dietas que tem lá no presídio, que é a dieta normal e para o doente. Eu não consegui me adaptar, eu vomitei várias vezes”, disse Mouhamad ao afirmar ainda que corre grande risco de contrair doenças “altamente mortais como esofagite de refluxo e câncer de esôfago” se continuar ingerindo a alimentação servida no CDPM.

Maus Caminhos

Em 2018, a Justiça Federal condenou Moustafa a 15 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Ele é apontado como líder de um esquema que desviou milhões de recursos na Saúde do Estado. A fraude foi contatada durante as investigações da operação Maus Caminhos. Outros réus também foram condenados.

Por Narel Desiree