Economia

Empresas apostam na economia proporcionada pelo gás natural para driblar efeitos da crise

A economia proporcionada pelo gás natural tem sido o principal fator para a ampliação do número de grandes empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), pequenas indústrias e outras do segmento comercial a buscar o insumo como alternativa para driblar os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Em todo o país, empresas estão adotando medidas visando enxugar gastos e reduzir custos para poder seguir em frente.

Neste sentido, o gás natural representa alternativa viável para o segmento, principalmente pela economia proporcionada para aqueles que usufruem do insumo em lugar de outras fontes de energia. No caso da indústria, o gás natural fornecido pela Cigás apresenta economia de até 52% frente aos demais combustíveis disponíveis no mercado amazonense, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de março deste ano.

O diretor-presidente da Cigás, René Levy Aguiar, explica que outra vantagem é o fato de que o gás natural pode ser utilizado para diversas finalidades na indústria, como geração de energia elétrica e de vapor, aquecimento, secagem, climatização, bem como combustível para frotas de veículos e/ou empilhadeiras e cocção de alimentos nos refeitórios. “Essa diversificação em termos de aplicabilidade contribui para maior eficiência no consumo e aumento da competitividade”, ressalta.

Também se deve destacar que a distribuição de gás natural é feita por rede canalizada, os chamados gasodutos, que ficam enterrados, descartando a necessidade de estocagem e contribuindo com a fluidez do trânsito, uma vez que se dispensa o tráfego de carretas de combustíveis. Este tipo de fornecimento garante mais segurança e abastecimento contínuo.

Outro benefício adicional é o fato de que o uso do gás natural reduz os tempos de parada de processos industriais para limpeza de equipamentos, em razão do insumo não emitir partículas e ainda alcançar curvas de temperatura que garantem alto padrão de qualidade.

Um planejamento específico voltado ao segmento industrial está previsto no plano de negócios quinquenal da Cigás, aprovado recentemente. “A prospecção de empresas, aliada à proposição de soluções energéticas adequadas à necessidade de cada cliente, são algumas das ações adotadas pela Companhia a fim de viabilizar a expansão do consumo do gás natural no segmento”, frisa o diretor técnico comercial da companhia, Clovis Correia Júnior.

 

Clientes indicam a Cigás

A expertise de 10 anos de operação comercial no Amazonas somada ao uso de tecnologia avançada, inclusive com a conquista de prêmios em nível nacional – o mais recente com o projeto “Tachão Inteligente” concedido pela revista especializada “O Empreiteiro” –, e a detenção das certificações ISO 9001 e 14001, versão 2015, colocam a Cigás na vanguarda do mercado de gás natural, com forte aceitação junto aos clientes, como é o caso da Três Corações.

A empresa utiliza o gás natural fornecido pela Companhia desde o início de sua produção fabril no estado, em julho de 2018, em todo o processo de produção de café. O gerente industrial da empresa, Joseilton Lopes, destaca uma série de vantagens do uso do combustível, entre as quais logística de distribuição, estabilidade no processo de combustão e a segurança no serviço proporcionada pela Companhia devido aos vários dispositivos tecnológicos utilizados.

“Sempre que há oportunidade de sermos consultados, reforçamos a utilização do gás natural como diferencial”, ressalta.

 

Desempenho da comercialização

Apesar dos efeitos econômicos atribuídos à pandemia de Covid, o consumo médio de gás natural no Amazonas, em 2020, alcançou o melhor patamar em 10 anos de operação da Cigás. O volume do insumo fornecido pela companhia, no ano passado, atingiu a média de 4,9 milhões de m³/dia.

No acumulado do ano, o consumo médio de gás natural pelo segmento industrial obteve destaque com o crescimento de 30% em relação ao ano de 2019. O volume comercializado pelas unidades industriais contratadas, no ano passado, foi de 129 mil m³/dia, o que propiciou o funcionamento de mais de 50 empresas do Polo Industrial de Manaus.