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Encceja vai ter questões já usadas em edições antigas por falta de recursos

Até a última terça-feira (24), o Inep já havia registrado mais de 1 milhão de inscrições, sendo 196,4 mil para o ensino fundamental e 824,7 mil para o ensino médio.
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A prova que pode dar o diploma escolar para 1,5 milhão de brasileiros neste ano foi elaborada com a reutilização de questões que já foram aplicadas em edições anteriores da avaliação. Por isso, nenhuma prova antiga do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para residentes no Brasil (Encceja) é divulgada pelo governo federal. O objetivo é tentar manter a surpresa, proibindo que alunos estudem com base nas provas já aplicadas.

Previsto para novembro, o exame teve a data alterada pela segunda vez, e agora será aplicado em 19 de novembro. Ele serve para a obtenção do certificado do ensino fundamental e médio. Desde 2009, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) era utilizado para conceder os diplomas, mas deixou de ter esta função em 2017.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) admitiu o processo de “reutilização de itens” após o G1 solicitar a divulgação da série histórica dos cadernos de prova. A publicação do conjunto é procedimento padrão adotado pelo Inep em exames como o Enem ou o Revalida.

Entretanto, o órgão disse que não divulgaria as questões do Encceja com o objetivo de manter o sigilo sobre a base de itens. De acordo com o Inep, a atual versão do exame foi elaborada ao fim de um ciclo de “dificuldades com a definição de calendários e com a disponibilidade de recursos para os processos de produção e pré-testagem de itens”.

“Isso acarretou na necessidade de reutilização de itens já aplicados anteriormente como itens-âncora dos pré-testes, de modo a garantir a equalização de parâmetros psicométricos. Também em decorrência disso, optou-se pelo uso dos mesmos itens em diferentes edições do Exame, mediante o monitoramento de sua exposição pública, com a adoção de períodos de quarentena e intercalações entre as aplicações regulares e nos presídios, no Brasil e no exterior”, informou o Inep em nota ao G1.

Gasto não divulgado

Procurado pelo G1, o Inep não divulgou dados sobre os custos da aplicação do exame, sejam estimativas totais ou custo por aluno. O instituto também não deu qualquer detalhe sobre o tamanho do banco de itens do Encceja, qual o investimento necessário para elaboração de novas questões, prazo de quarentena para reutilização das questões.

Fonte: G1

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