Entenda a relação entre vitamina D e Covid

Fonte: unsplash.com

Mesmo com as pessoas retomando aos poucos as atividades do dia a dia, o distanciamento social sempre que possível é essencial para continuar impedindo a disseminação do coronavírus. E isso inclui ficar o maior tempo possível em casa, evitando o contato com outras pessoas.

A pandemia de coronavírus trouxe alguns problemas para a população, dentre eles algo que alguns especialistas já chamam de “pandemia de sedentarismo”. Outro fator que preocupa é o aumento de deficiência de vitamina D na população, uma vez que a principal fonte de ativação desta vitamina é a exposição ao sol. Este dado é preocupante, pois estamos num contexto em que é essencial estar com imunidade fortalecida.

De acordo com artigo publicado pela marca de suplementos SUNDT, o papel da vitamina D no nosso organismo é fundamental. Ela tem impacto direto em muitos sistemas e influencia, principalmente, na absorção de cálcio, sendo de grande responsabilidade na saúde dos ossos.

Na publicação também é destacado que “outras funções da vitamina D são regular o metabolismo e a presença de fósforo no organismo, colaborar o sistema circulatório e com a imunidade e garantir o funcionamento de importantes processos celulares”.

Mas qual relação com o coronavírus?

Estudos já comprovaram que a vitamina D estudos ajuda a controlar infecções e reduzir a inflamação do corpo, contribuindo ainda para diminuir a hipertensão, no controle de peso e na prevenção da osteoporose. Além disso, por ela ser uma grande reguladora do sistema imunológico, ajuda as pessoas a se manterem saudáveis.

Mas a grande discussão entre vitamina D e coronavírus surgiu quando dois médicos da Universidade de Turim, na Itália, publicaram um documento constatando que pacientes hospitalizados pela Covid-19 apresentavam deficiência deste nutriente, o que também é conhecido como hipovitaminose D.

O documento ganhou os holofotes na mídia do mundo inteiro, apesar de não existir nenhuma comprovação científica de que níveis controlados de vitamina D possam evitar a contaminação pelo coronavírus.

Um outro estudo realizado Northwestern University, nos Estados Unidos, pontuou uma grande correlação entre as taxas elevadas de mortalidade pelo coronavírus e a deficiência de vitamina D no corpo humano. Segundo a pesquisa, que contou com a colaboração de hospitais e clínicas da China, França, Alemanha, Irã, Itália, Coreia do Sul, Espanha, Suíça e Reino Unido, pacientes dos países com mais casos de coronavírus apresentaram taxas inferiores da vitamina em comparação aos lugares em que houveram menos taxas de infecção pelo vírus.

Pesquisadores da Universidade de Chicago também publicaram um estudo que conseguiu avaliar a relação entre níveis de vitamina D e infecção por covid-19. Com cautela, eles afirmaram que entre pessoas com deficiência de vitamina D, o percentual de infectados foi maior do que na comparação com aqueles sem a deficiência. Do total de pacientes incluídos no estudo, 71 (15%) testaram positivo para coronavírus. Entre os participantes considerados deficientes para vitamina D, 19% (32 deles) testaram positivo. No grupo sem deficiência, o percentual foi de 12% (39 pessoas).