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Entenda o que é ECMO, tratamento utilizado por Paulo Gustavo, que custa R$30 mil a diária

Foto: Reprodução

O humorista e ator Paulo Gustavo está internado com Covid-19 em um hospital do Rio de Janeiro desde o dia 13 de março. Na última atualização do seu estado de saúde, foi divulgado pela equipe médica que houve uma piora em seu quadro e foi preciso dar inicio, na sexta-feira (2), a um tratamento chamado Oxigenação por Membrana Extracorporal (ECMO).

Susana Garcia, amiga pessoal de Paulo, relatou em entrevista ao Fantástico como foram os momentos antes do ator ser intubado e como estava seu estado de saúde. ”Ele já chegou com a saturação baixa, com falta de ar e com uma parte do pulmão comprometida. Ele ficou vários dias assim, na luta tentando fazer com que esse pulmão melhorasse essa inflamação, e ele não precisasse ser intubado. Mas chegou o momento que os médicos viram que ele não deu essa virada e ele precisou ser intubado” disse Susana.

Em postagem no instagram, a amiga contou que antes do ator ser intubado, ele ainda brincou com os médicos e enfermeiros, fez piadas, se emocionou e falou com cada profissional da importância deles na sua vida.

”Você me olhou, disse que me amava. Se despediu do seu marido que você tanto ama e disse: “te amo. Já volto”, diz a publicação.

O que é ECMO

A Oxigenação por Membrana Extracorporal (ECMO) funciona como ‘pulmão artificial’ e é um tipo de tratamento para quando a intubação já não é suficiente para proporcionar uma boa oxigenação. Ele também é fundamental para que o órgão não precise ser forçado enquanto está em recuperação.

De acordo com a cardiologista e intensivista Ludhmilla Hajjar, o tratamento custa em média R$30 mil por dia.

”Infelizmente, muitas pessoas como ele não tem chance de ser tratadas em uma ótima estrutura e ter a ECMO. É um dispositivo relativamente caro, custa em torno de R$ 30 mil”, disse a médica em entrevista à CNN.

Ainda de acordo com Ludhmilla, existe um prazo de 15 a 25 dias para o paciente ficar na ECMO, e o que determina o tempo é o excesso de coágulo, sangramento excessivo ou a melhora do pulmão.

A cardiologista disse que, em 2015, o a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), não autorizou o uso da máquina pelo SUS devido ao alto custo. ”Pessoas que não tinham a menor chance de estarem vivas hoje, mas estão em suas casas pois tiveram a oportunidade de implantar a ECMO”, finaliza Ludhmilla.

Por Portal Manaus Alerta.