Equilíbrio econômico e fiscal que salvaram o Amazonas é o principal legado do governo José Melo

Ex-governador José Melo ganha liberdade nesta quarta-feira (27)

Um estado equilibrado do ponto de vista fiscal e econômico, organizado administrativamente e preparado para retomar a escalada do crescimento interrompida por conta da crise econômica, são, segundo o governador José Melo, que deixa o cargo nesta terça-feira, (9) são os principais legados da sua gestão. Melo, que teve os dois anos do mandato para o qual foi eleito “atrapalhados” pela maior crise econômica e política nacional, fez mexidas acertadas que fizeram do Amazonas uma referência em equilíbrio e gestão fiscal e permitiram a manutenção dos investimentos importantes para a retomada do crescimento.

Tanto é que 2017 iniciou com o lançamento de dois pacotes de obras importantes um de R$ 1,1 bi para a Educação e outro, mais recente, R$ 1,675 bilhão para infraestrutura. Boa parte dos recursos frutos de financiamentos que só foram concedidos porque o Amazonas é hoje um dos poucos estados da federação com capacidade de contrair empréstimos com instituições financeiras nacionais e internacionais.

Mesmo com perdas significativas na Receita, que só em 2016 atingiram R$ 1,5 bilhões, o Amazonas encerrou 2016 sem atrasar salários dos servidores, como aconteceu, em algum momento, com a maioria dos estados brasileiros, e sem comprometer obrigações constitucionais, como o repasse aos poderes, o pagamento da dívida, o pagamento de fornecedores e a manutenção dos serviços essenciais à população, dentre os quais saúde, educação e segurança.

José Melo cita como medidas as reformas iniciadas ainda em 2015, quando a crise se anunciava, por meio das quais diminuiu o número de secretarias e órgãos, cortou cargos comissionados, renegociou contratos e implantou uma política de modernidade da gestão, com mais eficiência. “Foi como conseguimos ajustar o tamanho dos gastos à realidade da nossa Receita”, explica o governador ao ressaltar que pagou um preço alto por medidas impopulares, com a perda de capital político.

Amparada por um conjunto de leis e medidas de fomento à exploração sustentável dos recursos naturais do Estado, a Matriz vem sendo defendida como uma complementação à Zona Franca de Manaus, ao propor o crescimento econômico e a distribuição de riqueza também para os outros 61 municípios do interior.

Obras

Além de um pacote de R$ 1,159 bilhão para a educação que inclui, entre outras obras, a construção de 38 escolas padrão, e 12 Centros de Educação de Tempo Integral (Ceti), vários ginásios desportivos e reforma para a transformação de 17 escolas padrão em modelo de tempo integral, o Governo do Amazonas está investindo R$ 1,675 bilhão na infraestrutura do Estado, até o final de 2018. O anúncio foi feito em abril por José Melo, durante o lançamento de um pacote de obras para biênio 2017-2018, que contemplará Manaus e diversos municípios do interior, tendo as obras relacionadas ao desenvolvimento logístico e econômico da região como prioridade.

As obras, muitas em andamento, são essenciais para o desenvolvimento econômico do Amazonas, uma vez que estão diretamente ligadas à Nova Matriz Econômica Ambiental, com a recuperação de ramais nos municípios de Itacoatiara, Itapiranga, Rio Preto da Eva, São Sebastião do Uatumã, Autazes, Borba, Anamã, Careiro Castanho, Envira, Ipixuna, Guajará, Iranduba, Manacapuru, Manaquiri, e Tabatinga.

“Estes ramais e vicinais são localizados em regiões extremamente produtivas e seu asfaltamento significa garantir uma logística melhor para os produtores rurais do nosso Estado”, afirmou o governador, que também anunciou recursos para a duplicação da AM-010 no trecho entre Manaus e o Rio Preto da Eva.

De acordo com José Melo, as obras de infraestrutura somadas às obras da área de Educação, gerarão em torno de 35 mil empregos diretos, quase o mesmo número de postos de trabalho perdidos no Pólo Industrial de Manaus (PIM), por conta da crise.

Estão inseridas no pacote, a continuidade da Avenida das Flores (prolongamento das Torres), da qual já tem dois trechos concluídos e avança em outros, com a construção de trincheiras e passagens de nível.

Outra obra em andamento, que deve tomar impulso com a entrada de recursos em caixa são os Anéis Viários, os quais recebem o investimento do Ministério das Cidades e Tesouro Nacional. O Anel Sul, que compreende a duplicação da estrada do Tarumã, com 8,50 km de extensão, tem o investimento na ordem de R$ 81.187.473,60. O prazo estimado de conclusão da 1ª etapa é Abril de 2018 e Dezembro de 2018 para a 2ª etapa. O Anel Leste, constituído pela interligação da Reserva Duque até a Bola da Suframa, com 17,20 km de extensão, está orçado com o valor de R$ 163.888.300,82. A 1ª etapa está prevista para dezembro de 2017 e a 2ª para dezembro de 2018. Os anéis vão ajudar a tirar das áreas centrais o tráfego pesado com carga do Distrito Industrial com destino ao aeroporto Eduardo Gomes.

Com informações da assessoria