Escolher alimento pela cor ou pela textura pode ser sinais de transtorno alimentar

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Na infância é comum as crianças terem preferência por determinados alimentos e evitar outros e, com o passar dos anos, a alimentação tende a ser mais diversificada. Mas em alguns casos, é notado um padrão na hora de escolhê-los, restringindo a dieta pela aparência da comida. Esse comportamento pode estar relacionado ao transtorno alimentar restritivo evitativo (Tare), trazendo prejuízos para o desenvolvimento físico, cognitivo e psíquico dos indivíduos.

Diferente de outros transtornos alimentares, o Tare não está relacionado à aparência física mas sim à sensibilidade em relação às características dos alimentos: textura, cor, sabor, aparência, temperatura, cheiro. “É preciso deixar claro: o Tare não é falta de fome, dieta, manha ou paladar seletivo. Se trata de um transtorno que pode gerar consequências para a saúde”, conta a psicóloga Gabriella Ciardullo, da clínica Biotipo.

Ele é mais comum na infância e na adolescência e tende a perder força ao longo da vida, contudo pode persistir até a idade adulta. Segundo Gabriella, ao longo do aprendizado alimentar, o indivíduo cria suas próprias restrições baseados naquilo que o faz se sentir mais à vontade ou não. Crianças que são seletivas e não são estimuladas a terem uma alimentação melhor, tendem a se tornarem adultos com maiores dificuldades em aceitar novos sabores e aspectos alimentares.

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