A rodoviárias e estradas estaduais e federais no Estado do Amazonas serão interditadas para o fluxo de pessoas para evitar a proliferação do novo coronavírus. O anúncio foi feito pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas (FVS-AM)na tarde desta terça-feira (24), em transmissão na internet.

Esta terça-feira (24) era o último dia do prazo para os Estados atenderem a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de instalarem barreiras sanitárias, em aeroportos, portos e terminais rodoviários.

De acordo com a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, com limintar da Justiça Federal do Amazonas e resolução da Anvisa, foi decido interditar a rodoviária de Manaus e todas as estradas do Estado. “Qualquer circulação de pessoas por estradas intermunicipais e interestaduais estão suspensas. A sua forma de colaborar conosco é ficando em casa, evitando circular”, pediu Rosemary.

A FVS-AM informou ainda que já está atuando juntamente com a Anvisa na fiscalização e monitoramento sanitário no aeroporto internacional Eduardo Gomes em Manaus. O porto de Manaus por sua vez já está parado com a proibição do transporte fluvial de passageiros, exceto em casos de emergência.

Entenda o impasse

A interdição das rodovias do Amazonas só foi possível após resolver o atrito entre a Medida Provisória 926/20 assinada pelo presidente Jair Bolsonaro que limitava o Decreto nº 42.087/2020 do governador Wilson Lima, que previa a suspensão do transporte fluvial no Amazonas.

O decreto de Wilson determinava a suspensão imediata do transporte de passageiros nos portos de todos os municípios do Amazonas, exceto em casos de emergência, ou de um morador precisar retornar à sua cidade de residência.

Porém, em resposta a várias decisões tomada por governadores, Bolsonaro lançou a Medida Provisória 926/20, que determinando que o fechamento de portos, aeroportos e rodovias durante a pandemia de coronavírus só poderá ser feita com recomendação técnica e fundamentada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Nesta terça-feira (24) a Justiça Federal do Amazonas atendeu a um pedido de liminar da DPE-AM e DPU, e manteve a vigência do Decreto de Wilson Lima, por um prazo de 72 horas, até manifestação da União e do Ministério Público Federal.

Por Joandres Xavier – Portal Manaus Alerta