“Eu cuidava dela como se fosse minha filha”, disse pedreiro que estuprava criança há 2 anos

Ivan Paulo foi indiciado por estupro de vulnerável. Ao término dos procedimentos cabíveis na delegacia, o infrator será levado para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM)- foto: Erlon Rodrigues/PC-AM
Manaus Alerta
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“Eu cuidava dela como se fosse minha filha. Nunca fiz nada disso que estão afirmando”, disse o pedreiro Ivan Paulo Seabra Gomes, 28, preso na manhã de ontem (25), na casa onde ele morava, no Conjunto Campos Sales, bairro Tarumã, em cumprimento a mandado de prisão preventiva por estupro de vulnerável. A vítima é uma menina indígena de dez anos, do grupo étnico Apurinã.

De acordo com informações da delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Juliana Tuma, as investigações em torno do caso iniciaram no dia 2 de setembro deste ano, após a formalização do crime na especializada, pela mãe da vítima.

A equipe de investigação da Depca, sob o comando da delegada Juliana Tuma, realizou a prisão do criminoso- Foto: Erlon Rodrigues

A menina relatou para a autoridade policial que o último abuso sexual ocorreu no dia 27 de agosto deste ano e que os estupros tiveram início quando ela tinha oito anos de idade. A criança afirmou a prática de conjunção carnal e argumentou que recebia presentes do pedreiro, como pulseiras, anéis e até mesmo um par de patins. A delegada informou, ainda, que a esposa de Ivan Paulo cuidava da vítima e de duas irmãs da menina, para que a mãe das crianças pudesse trabalhar.

Sem suspeita

Tuma explicou que Ivan Paulo confirmou que ficava sozinho com a vítima, mas negou os estupros. Ao longo das diligências em torno do caso a garota recebeu atendimento psicossocial disponibilizado na especializada e foi submetida a exame de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML), que constatou o estupro.

“Os parentes da vítima nunca suspeitaram que esse cidadão seria capaz de cometer o delito porque Ivan Paulo era considerado de confiança da família. Ele vinha cometendo os estupros desde quando a vítima tinha oito anos de idade. A esposa dele chegava a tomar conta da vítima e das irmãs dela, mas quando ela saía para a faculdade, ele acabava ficando com as crianças. Inclusive, uma das irmãs da vítima presenciou, por diversas vezes, o suspeito levando a menina para o quarto e trancar a porta do cômodo”, relatou a delegada.

Alteração de comportamento

A delegada ressaltou que a vítima já estava demonstrando alteração de comportamento, baixo rendimento escolar, inclusive em leituras na escola ela chegava a ter episódio de choro. “A mãe da menina chegou a desconfiar e perguntar da filha o que estava acontecendo, mas a vítima de abusos sexuais tem dificuldade de relatar a violência. A menina começou a ter alterações psicossomáticas físicas, dores no corpo, por conta da violência sofrida”, disse.

Terror emocional

A criança informou, ainda, que o criminoso a intimidava, alegando que se ela contasse algo para o pai dela, o homem mataria o pedreiro e depois seria preso. “Ele estava fazendo com ela terror emocional. O pedreiro tentava transferir para essa vítima a culpa se algo acontecesse com o pai dela. Esse tipo de prática é comum em casos de abusos e exploração sexual”, destacou.

Ivan Paulo foi indiciado por estupro de vulnerável. Ao término dos procedimentos cabíveis na delegacia, o infrator será levado para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).


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