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Feminicídio será tema de Seminário na OAB-AM

Os locais também vão ser pontos de denúncia, e qualquer pessoa poderá fazer o registro, inclusive, sem precisar se identificar.
Redação
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Atualmente, estima-se que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia. As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte apresentaram as taxas de feminicídios mais elevadas, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100.000 mulheres, são os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea. Com intuito de debater sobre causas, efeitos e prevenções, a Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/AM, realiza nesta quinta-feira (31), o Seminário sobre Feminicídio.

O evento terá palestras que disponibilizarão 10 horas de atividades complementares, os ingressos custam R$10 e trará discussões como: a Superação da Violência: Resignificando a Vida, com a Psicóloga Lorena Benayon, O protagonismo feminino e o enfrentamento ao Feminicídio com a Advogada e Presidente da Comissão da Mulher Advogada, Maria Gláucia Barbosa, Feminicídio e Políticas Públicas, com a Secretária Executiva de Políticas para Mulheres, Keith Bentes, e o Feminicídio e o Tribunal de Júri, com Promotor de Justiça Edinaldo Medeiros.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada, Gláucia Barbosa, falou sobre os altos índices de violência contra mulher, e as orientações que as mulheres podem seguir em caso de agressões. “As vítimas de estupro ou de violência, terão marcas para o resto de suas vidas, por isso sempre aconselhamos o acompanhamento psicológico, pois esquecer não é possível, mas podemos recuperar a dignidade desta mulher”, disse.

Outro assunto defendido pela advogada é o constrangimento sofrido pela vítima, o que a impede de procurar as autoridades. “As estatísticas são de 50 mil casos de estupros, mas isso corresponde a 10% destes delitos. Os dados colhidos pela Secretaria de Saúde são maiores que os dados das delegacias, isso por que preocupadas com o constrangimento e a vergonha de falar sobre o assunto as vítimas acabam procurar os hospitais”, concluiu.

*Com informações da assessoria*

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