Governo do AM usa aviões, helicópteros e lanchas para levar oxigênio para o interior

Foto: Divulgação/Secom

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), tem trabalhado para superar os desafios logísticos no envio de cilindros de oxigênio para municípios do interior. Para agilizar o fornecimento, estão sendo realizados voos diários para o envio do insumo, cuja demanda cresceu de forma acelerada nos primeiros dias de janeiro, devido ao aumento de internações de pacientes com Covid-19 que necessitam de oxigênio.

“A pandemia, nesse segundo pico, tem demandas de internação muito maiores do que na primeira onda e a gente vive essa crise de oxigênio que também atingiu outros lugares do mundo. Isso é agravado pela logística complicada de chegada de insumos em Manaus, que para o interior é ainda mais complexa. A logística de barco é muito demorada”, detalhou Cássio Espírito Santo, secretário executivo adjunto de Assistência ao Interior da SES-AM.

Segundo Cássio, são realizados voos diários com aeronaves contratadas pelo Governo do Amazonas e aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), além do apoio de lanchas da Casa Militar. “A questão é que hoje a White Martins está abastecendo, mas não está conseguindo atender a nossa demanda de cilindros para o interior”, detalhou o secretário executivo adjunto da Seai/SES-AM.

Somente no início desta semana, mais de 30 municípios retiraram cerca de 950 cilindros de oxigênio na Gerência de Patrimônio da SES-AM, na sede da Central de Medicamentos e na empresa White Martins. Além disso, para garantir a manutenção dos estoques de oxigênio no interior, o Governo do Amazonas também enviou cilindros de oxigênio para os municípios de Tefé, Coari, Parintins, Fonte Boa e Tapauá.

Helicópteros

Os helicópteros têm sido utilizados para dar celeridade à chegada de cilindros nos municípios. “Nem todos têm pista de pouso. Nos que possuem, às vezes não é possível pousar à noite, como é o caso de Coari. Às vezes a informação da necessidade de oxigênio é repassada em um espaço de tempo muito curto para que a gente pegue os cilindros carregados, leve para a base aérea e faça planejamento de voo, que não é algo tão simples na nossa região. Estamos no período chuvoso e isso afeta muito os planejamentos de voo”, enfatizou.

O secretário também ressalta que alguns municípios, como Parintins, já tinham contrato com outra empresa que não é a mesma que fornece para o Estado. Contudo, a demanda desses municípios por cilindros de oxigênio continuou. “Nesses casos o município possui tanque de oxigênio, adquiriu uma usina, porém, como a rede de gases não chega a todos as áreas do hospital, parte dos pacientes precisa ser assistida por cilindro de oxigênio. Ou seja, foi instalado o tanque, adquirida a usina, mas não foi ampliada a rede de distribuição de gases nas unidades de saúde”, comentou.

Apoio ao interior

Cássio Espírito Santo destaca que, mesmo depois que alguns municípios como Tefé, Coari, Parintins, Fonte Boa, Benjamin Constant entre outros, assumirem a gestão plena de algumas unidades de saúde, o Estado seguiu fornecendo recarga de oxigênio para o interior.

“Os representantes dos municípios entregavam seus cilindros vazios na secretaria e retornavam no dia seguinte, para receber os cilindros cheios e levar de volta aos municípios. Com o aumento da demanda ocasionado pela pandemia, os municípios continuaram seguindo o mesmo fluxo, porém a empresa passou a não conseguir devolver o suficiente para entregar para os municípios”, afirmou o secretário executivo.

Para agilizar o fluxo, a Secretaria de Saúde descentralizou a retirada de cilindros na capital. “Os municípios que pegam o maior número de cilindros, que têm maior demanda, como Itacoatiara e Manacapuru, por exemplo, passaram a retirar os cilindros direto na empresa. Os outros municípios continuam se dirigindo ao setor de Patrimônio da SES”, concluiu Cássio Roberto, ao enfatizar que o transporte para os municípios mais distantes segue sendo realizado, conforme a demanda.

As informações são da assessoria