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Governo Federal libera mil homens das Forças Armadas para atuar em presídios

Entre os dias 5 e 8 de junho, a atividade acontece no Compaj, localizado no km 8 da BR-174 e beneficia 634 internos.
Redação
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O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse hoje (18) que o governo federal vai liberar pelo menos mil homens do Exército, da Marinha e Aeronáutica para atuar nos presídios de todo o país. As forças estarão prontas para entrar em ação no prazo de oito a dez dias e o efetivo poderá ser ampliado conforme a demanda dos estados. Serão empregados militares que já atuaram em operações de varredura e segurança realizadas durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, sempre que possível deslocados de outras unidades da federação, para garantir a segurança das equipes e evitar a “contaminação” da operação.


Inicialmente, o Ministério da Defesa destinará R$ 10 milhões para custear a operação, mas esse montante também vai variar conforme a necessidade. De acordo com o ministro, os militares só entrarão nos estabelecimentos prisionais após as forças policiais locais garantirem que não há risco. Os militares não terão contato com os presos, que deverão ser retirados das celas e demais dependências durante a inspeção em busca de armas, drogas e aparelhos celulares.

Além do apoio de soldados e oficiais para vasculhar os presídios à procura de armas e produtos e substâncias ilícitas, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas também vão oferecer treinamento para que as próprias forças de segurança pública estaduais façam inspeções regulares. Jungmann também lembrou que o recém-lançado Plano Nacional de Segurança Pública prevê a disponibilização de verbas federais para que os estados adquiram e instalem bloqueadores de celulares, aparelhos de raio-x e scanners.

“Compete aos estados manter a limpeza [segurança] dos estabelecimentos em que recolhermos as armas. Para isso, se o governo estadual solicitar, vamos disponibilizar treinamento de equipes.”

Novas rebeliões

O ministro disse que o apoio das Forças Armadas aos estados, entretanto, não vai impedir novas rebeliões ou mortes em presídios, mas tende a diminuir as ocorrências e a letalidade da ação de presos amotinados.

Com informações da Agência Brasil

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