Greve dos Professores: Wilson Lima quer apagar fogo com gasolina

(Imagem: Reprodução)

Na tarde desta segunda-feira (13), o governador Wilson Lima convocou a imprensa local para uma coletiva onde suplica pelo “retorno às salas de aula dos professores em greve”. O que fica evidente em mais um episódio dessa novela que se arrasta há quase um mês é a total falta de um bom articulador político para resolvê-la.

Luiz Castro, secretário da pasta de Educação, nem de longe lembra aquele aguerrido político que lutava pelos direitos das minorias e grupos sociais injustiçados através de uma retórica bem fundamentada e inquestionável. Fechou-se em copas e virou apenas uma peça decorativa de um governo que ainda não mostrou ao que veio.

Enquanto a classe dos professores cobra aumento de 15% relativos a reposição da inflação e do poder de compra de quatro anos passados, o governo responde apenas ser possível 4,73%, agregando alguns outros benefícios para que se mantenham dentro das salas de aula.

Enquanto apelava à categoria, Wilson Lima também frisou que a greve seria um “movimento político-partidário”. Ou seja, quis apagar incêndio com gasolina, evidenciando o quanto experiência política pode contar nessas horas de conflito.

Nessa peleja fica evidente que algumas mudanças de atitude poderiam resolver o problema sem ferir a tal Lei de Responsabilidade Fiscal repetida incansavelmente pelo governo atual. A folha com pessoal iria respirar melhor, por exemplo, se fosse reduzido drasticamente os cargos comissionados e de confiança que entopem as secretarias de ociosidade ao custo de R$ 40 milhões dos cofres públicos, revertendo parte deste montante em favor dos nossos valorozos educadores amazonenses. Que o bom senso prevaleça é o que esperamos nos próximos capítulos.