Foto: Jean Cramer

O carnaval deste ano veio com muitas novidades, inovação e  com temas distintos relacionado a inclusão social agregando a importância da inclusão da pessoa com deficiência na sociedade.

As escolas de samba que levaram para avenida esta importância foi a Unidos da Alvorada pertencente ao Grupo Especial que trouxe este ano para avenida o Samba-enredo: “Oi, Eu Estou Aqui! Alvorada com Um Cromossoma a Mais Mostra que Ser Diferente é Normal” relacionada ao síndrome de Down e a Grêmio Recreativo Escola de Samba Dragões do Império – GRESDI, pertencente ao grupo A, que trouxe “Dragões do Império Abraça: multiplicando sorrisos, compartilhando histórias” com o tema “Que a inclusão vire rotina”.

As duas escolas de samba apresentaram na avenida um novo conceito de inclusão a sociedade, representados em alas especiais, onde pessoas com deficiências, sendo elas jovens e adultos puderam participar e prestigiar o carnaval de uma forma promissora e satisfatória.

Os desfiles de ambas tiveram a finalidade de promover a discussão sobre inclusão social e conscientizar a população sobre representatividade, através de bandeiras de várias causas sociais em defesa de pessoas com deficiência, cada uma ao seu modo de representação.

A escola Unidos do Alvorada desfilou por volta das 21h20, com participação especial de Thati Piancastelli, atriz com síndrome de Down que ganhou importante visibilidade internacional incorporando peças teatrais como ‘Menina dos Meus Olhos’ e ‘Oi, Estou Aqui’. Cerca de 3 mil componentes desfilaram na avenida do samba.

Apresentado por 21 alas, a escola teve quatro carros alegóricos, dois tripés e uma média de 2 mil e 700 componentes, os carros alegóricos tiveram adaptação para pessoas com deficiência como surdos, mudos e cegos, e uma das alas teve a participação especial dos idosos.

Já a Dragões do Império encerrou a noite desfilando por volta das 4h, representando na avenida a luta pelo direito e inclusão da pessoa com deficiência, além de homenagear Viviane Lima, nome forte na luta pelos direitos, a inclusão da pessoa com deficiência e a história da modelo com microcefalia, Ana Victória que esbanjou charme e simpatia na passarela do samba, superando as expectativas.

O desfile trouxe para avenida dois tripés, um carro alegórico e 11 alas, a agremiação abordou temas como “O direito de ir e vir”, “Igualdade e respeito” e “Ser diferente é normal”.

Por Leidy Amaral – Portal Manaus Alerta