Saúde

Infectologista de Manaus alerta para o aumento da Aids no Carnaval

Amazonas registra um dos índices mais altos do Brasil e os riscos tendem a aumentar na época, em meio à folia e curtição, diz infectologista.
Redação
Postado por Redação

Carnaval é sinônimo de folia, curtição e, nessa época do ano, há o aumento do número de turistas nas capitais em busca de diversão. As propagandas alertando a população para o uso de preservativos são veiculadas nos meios de comunicação, mas a preocupação dos especialistas em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) aumenta. No norte do país, o Amazonas está entre os quatro estados brasileiros com maior índice de infectados com o vírus do HIV, causador da Aids, segundo dados do Ministério da Saúde.

Para o infectologista e consultor médico do Laboratório Sabin, Marcelo Cordeiro, embora não haja estudo específico sobre o assunto, os riscos de se adquirir uma IST´s tendem a aumentar no estado após a ocorrência de grandes eventos, como o Carnaval e o tradicional Boi de Parintins. “Nessas festas, as pessoas estão mais vulneráveis a práticas sexuais desprotegidas. E a principal forma de prevenção é o uso de preservativo, para evitar o HIV e outras doenças transmitidas no ato sexual. Portanto, a camisinha é essencial e deve ser utilizada em todas as relações sexuais”, enfatiza.

Conforme o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, de 2006 a 2016, o número de detecção de casos de HIV/Aids no Amazonas aumentou em mais de 44%, sendo jovens de 15 a 24 anos o grupo mais afetado. Além disso, portadores do HIV são mais vulneráveis a outras infecções oportunistas, como a Tuberculose e Toxoplasmose, entre outras, devido à baixa imunidade induzida pelo vírus.

Para Marcelo Cordeiro, entre os possíveis fatores que levam o público a ‘relaxar’ em relação aos cuidados com a saúde é o fato de que hoje o tratamento do HIV está mais eficaz e acessível. “Com a evolução do tratamento, os pacientes conseguem viver uma vida normal e por mais tempo. Essa informação chega à população e, somado ao fato que muitos jovens não viveram a epidemia da Aids da década de 80, quando não havia nenhum tipo de tratamento, perde-se o medo da doença”, explica o infectologista. “Apesar disso, a Aids continua a ser uma doença sem cura e que pode causar graves comprometimentos ao organismo, com tratamento se prolongando por toda a vida”, ressalta.

O médico lembra que o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento mais eficiente e uma boa qualidade de vida. “Hoje, o acesso a exames que detectam a presença de HIV está mais acessível, então, as pessoas vulneráveis à contaminação devem procurar fazer o teste o quanto antes e regularmente”, recomenda o médico.

Com informações da assessoria

Deixe um comentário