Inquérito policial inocenta ex-BBB Felipe Prior de acusações de estupro

Foto: Reprodução/TVGlobo

O inquérito policial da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo, que investigava as denúncias de estupro contra o ex-BBB Felipe Prior, concluiu que o arquiteto é inocente e ele não foi indiciado pelos crimes. Ele foi acusado por três mulheres de ter cometido dois estupros e uma tentativa de estupro.

De acordo com a revista Veja, no despacho de doze páginas do processo, a delegada responsável pelo caso entendeu que não havia provas para indiciar o arquiteto. “Minha investigação está encerrada, isso não quer dizer que o Ministério Público não possa levar o caso adiante. Pelo o que apurei e pelas provas que levantei, não achei tratar-se de caso que fere o artigo 213 do Código Penal”, afirmou a delegada Maria Valéria Pereira Novaes.

O artigo citado pela delegada determina a reclusão de seis a dez anos para quem “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.

Relatório policial

Além de Felipe Prior, todas as supostas vítimas e 11 testemunhas foram ouvidas. O relatório da polícia foi encaminhado para o juiz do caso que dará vistas ao Ministério Público decidirá se irá arquivar ou não o inquérito. Edmir Prior, pai do ex-BBB, comemorou a decisão e afirmou: “A verdade sempre vai prevalecer”.

“O trabalho criterioso e responsável da delegada, Maria Valéria Pereira Novaes, e sua equipe, permitiu que o acusado apresentasse as provas necessárias e imprescindíveis durante o inquérito policial. O que nós esperamos agora é que o caso seja encerrado para que a justiça se restabeleça e o Felipe Prior retome o curso normal de sua vida”, concluiu o comunicado da defesa de Prior.

O inquérito policial foi instaurado em 8 de abril, quatro dias após a revista Marie Claire divulgar denúncias de três mulheres que teriam sofrido violência sexual por Prior entre os anos de 2014 e 2018. A defesa do ex-BBB encontrou diversos pontos divergentes entre a leitura dos depoimentos colhidos e a análise dos documentos juntados, inclusive a partir das afirmações das supostas vítimas.