Isolamento desigual: a cada 10 inscritos no Enem sem internet, 7 são negros

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Manaus Alerta
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Os alunos pretos e pardos são desproporcionalmente afetados pela pandemia de coronavírus na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com os microdados da prova realizada em 2018 – última com informações disponíveis –, 73,21% das pessoas que realizaram o concurso e não tinham internet em casa eram afrodescendentes.

A proporção não é a mesma em relação ao total de inscritos. Nesse caso, pretos e pardos representam 59,13% do total. A diferença mostra que o grupo sofre mais para se preparar para o exame enquanto as aulas presenciais estiverem suspensas. Sem internet em casa e com os deslocamentos restritos, esses alunos não têm como assistir às aulas.

As informações são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e foram analisadas pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles.

Ao todo, o Enem de 2018 teve 5,5 milhões de participantes. Desse total, 4,086 milhões declararam ter internet em casa enquanto 1,427 milhão afirmou não tê-la em sua residência. Ao passo que entre brancos o percentual de inscritos sem internet é de 15,59%, a mesma relação é de 32,06% para os afro-brasileiros.

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