Jornal ÀCrítica assume dívida e funcionários mantêm paralisação por tempo indeterminado

foto: reprodução/Street View

Os jornalistas que atuam no portal e jornais impressos do ÀCrítica, da rede Calderaro de Comunicação, anunciaram deflagração de greve por tempo indeterminado a partir a última segunda-feira (7). Manaus não registrava uma greve de jornalistas desde a década de 80.

Segundo a publicação feita por Wilson Reis, representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), na última terça-feira (8/9), as negociações tiveram início com a mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), para bloqueio e liberação de crédito da empresa, relativo a publicidade, para pagamento das dívidas que a empresa tem com os profissionais jornalistas e gráficos.

Ainda de acordo com o Wilson Reis, durante o segundo dia de paralisação das atividades, a empresa comunicou aos jornalistas paralisados o fim do trabalho home office, convocando todos ao trabalho presencial na redação, com suspensão do acesso remoto dos profissionais, sob pena de atribuição de falta e respectivo desconto dos dias parados, numa ação que fere o artigo 6º, parágrafo 2º da Lei de Greve (nº 7.783, de 28 de junho de 1989), ”é vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento”.

Além disso, o movimento reclama a adoção de um protocolo de segurança sanitário em relação à covid-19 na empresa, uma vez que não há Equipamento de Proteção Individual (EPIs), como máscara e cumprimento do uso da mesma por parte da direção e de funcionários de outros setores.

Dívida trabalhista

Durante reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) na tarde desta terça-feira (08.09), a empresa, representada pelo advogado Enysson Barroso, admitiu a existência da dívida trabalhista – falta de recolhimento de FGTS, falta de pagamento de férias e salário em atraso – porém, reiterou que vai lutar para provar que a greve dos jornalistas é ilegal.

Por Portal Manaus Alerta com informações da FENAJ