Jovem de 19 anos fica paralisado ao ser agredido dentro de ala psiquiátrica

Foto: Arquivo pessoal/Michele Belini

Um jovem de 19 anos, internado na ala psiquiátrica de um hospital público de Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi agredido por um paciente com quem dividia o quarto. Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (14), a tia de Thiago Barduco conta que o jovem está em estado grave, sem se movimentar, desde o ataque.

Ainda de acordo com o G1, Thiago foi internado na ala psiquiátrica do Hospital Irmã Dulce, no último dia 30, após uma crise depressiva. Devido à pandemia, os parentes não foram autorizados a acompanhar o jovem durante a internação. Ele passaria a noite no hospital e, no dia seguinte, receberia alta e voltaria para casa.

No entanto, por volta de 12h do dia seguinte, o paciente que dividia o quarto com Thiago se soltou de sua maca durante um surto e passou a espancar o rapaz. Ele foi encontrado pela equipe médica com diversos ferimentos na face, cabeça e braços. Além disso, uma tomografia constatou diversos coágulos de sangue no cérebro.

Conforme entrevista ao G1, a família recebeu a notícia através de uma ligação do hospital. A tia dele, Michele Belini, afirma, ainda, que Thiago convulsionou diversas vezes antes de ser encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, onde ficou internado por oito dias e recebeu alta, sendo encaminhado à enfermaria onde permanece até o momento.

Desde o incidente, Thiago não esboçou mais reação corporal, com exceção dos olhos e cabeça.

Posicionamento do hospital

“A direção do Hospital Municipal Irmã Dulce esclarece que o paciente em questão segue recebendo toda a assistência necessária ao seu caso, tendo alta da UTI em 08/10, após apresentar melhora em seu quadro de saúde. Ele segue internado na unidade, acompanhado pela equipe de Neurocirurgia. A conduta médica adotada previa sedação ao paciente, que já está sendo retirada gradativamente, para avaliação de seu estado geral e continuidade de seu tratamento.

O Hospital lamenta o ocorrido, ressaltando que trata-se de um caso isolado, decorrente da ação individual de um paciente, apesar das medidas de segurança rotineiramente adotadas no local. Inclusive, um Boletim de Ocorrência foi registrado sobre o caso.

Os familiares do paciente estão acompanhando todo o tratamento e recebendo constantemente as orientações das equipes médicas quanto ao caso.”